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      Suicídios aumentam em Macau e população é aconselhada a pedir ajuda

      As autoridades de Saúde de Macau aconselharam ontem os residentes do território com problemas de saúde mental, devido ao confinamento, a pedir ajuda, face a uma subida do número de suicídios em relação aos anos anteriores.

      “Apelo aos residentes que devem tomar iniciativa de pedirem ajuda junto das entidades competentes, ou até os familiares e se detectarem algum problema devem encorajar estas pessoas a encontrar apoio profissional”, disse, esta tarde, o médico-adjunto da direção do Centro Hospitalar Conde de São Januário Lei Wai Seng, na conferência de imprensa diária de Saúde. “Há muita pressão na nossa sociedade, incluindo a questão do emprego ou até conflitos familiares, devido ao período de isolamento”, acrescentou.

      Lei Wai Seng respondia a uma pergunta dos jornalistas na qual se indicou que, desde Janeiro até ao momento, se registaram cerca de 55 casos de suicídio no território. Um número que se aproxima do valor total dos anos 2021 (60), 2020 (76) e 2019 (66).

      Também os dados oficiais do Governo revelam que, no primeiro trimestre deste ano, o número de mortes por suicídio na região administrativa chinesa quase triplicou em relação a 2021: 28 pessoas durante o período analisado, mais 18 do que no mesmo trimestre do ano anterior (10).

      O médico Lei Wai Seng referiu ainda que o Instituto de Acção Social “tem vindo a acompanhar de perto esses casos” e que “as pessoas que estão em isolamento também estão sujeitas a aconselhamento psicológico”.

      Macau reabriu sábado ao público parques, jardins, zonas de lazer e trilhos florestais, mas nas ilhas da Taipa e Coloane, os habitantes são obrigados a medir a temperatura, exibir o código de saúde verde e registar numa aplicação de telemóvel o acesso ao local. As pessoas não poderão ainda praticar “desportos de alta intensidade”, como correr ou andar de bicicleta, alertaram as autoridades e os espaços de diversão infantil e equipamentos para manutenção física ao ar livre vão continuar encerrados. Também desde sábado, a população pode usar máscaras cirúrgicas ao ar livre.

      A fase de consolidação decorre até amanhã para permitir a análise de todas as amostras recolhidas durante o 14.º teste a toda a população, que terminou ontem. Caso o teste não detecte novas infecções, Macau vai entrar num “período de estabilidade”, durante o qual os habitantes não terão mais de realizar testes diários antigénio e carregar a imagem com o resultado para uma plataforma ‘online’, disse na sexta-feira o director dos Serviços de Saúde.

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau