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      InícioSociedadeAssociações recolhem donativos e comida para a comunidade filipina

      Associações recolhem donativos e comida para a comunidade filipina

      Face à falta de comparência do Governo, são várias as associações que têm lançado campanhas de angariação de donativos e comida para a comunidade filipina, que está a passar por dificuldades devido às medidas de prevenção epidémicas. A Associação dos Novo Ecijanos em Macau já recolheu mais de nove mil patacas e vários quilos de comida. A organização Greens Philippines Migrant Workers Union conseguiu três mil patacas e cerca de 100 quilos de arroz.

       

      A comunidade migrante, em especial a filipina, está a passar por dificuldades devido às medidas de prevenção epidémica impostas pelo Governo. Segundo Jassy Santos, presidente da União Progressista dos Trabalhadores Domésticos, há quem esteja a passar fome, uma vez que foram colocados em licença sem vencimento ou foram mesmo despedidos na sequência das medidas das autoridades. Dado que o Governo nunca incluiu os não-residentes nos apoios económicos dados à população, as associações estão a avançar com campanhas de angariação de donativos e comida.

      A Associação dos Novo Ecijanos em Macau lançou uma campanha de recolha de doações no fim-de-semana. A associação da região filipina Novo Ecijano está a recolher bens não perecíveis e também donativos em dinheiro, através da aplicação MPay, que depois vai ser usado para comprar bens para os elementos da comunidade mais necessitados.

      Até agora, contou Arnaldo Monteiro ao PONTO FINAL, a associação de filipinos já conseguiu mais de nove mil patacas no MPay. Quanto às doações de comida, o membro da associação que está a organizar a iniciativa diz que não sabe quantos quilos já foram recolhidos, mas são muitos. “Está a ultrapassar as expectativas”, afirmou.

      A campanha mantém-se até sexta-feira, dia em que os bens serão todos embalados. Ao longo do fim-de-semana, os bens serão distribuídos aos elementos da comunidade filipina mais impactados pela crise no restaurante Antica Trattoria.

      “Neste momento, há um número enorme de pessoal filipino sem trabalho ou que está em licença sem vencimento”, afirmou Arnaldo Monteiro, detalhando que “a comunidade filipina, entre as comunidades estrangeiras em Macau, é a que se calhar está com mais dificuldades”. “Há um grande número de elementos da comunidade filipina e a maior parte são empregadas domésticas ou de restaurantes que estão fechados e não estão a receber”, reiterou, criticando as autoridades por nunca terem incluído os não-residentes nos planos de apoios económicos concedidos à população, nem mesmo no cartão de consumo electrónico.

      “O Governo não dá apoio nenhum aos não-residentes. Infelizmente, para o Governo de Macau, não são pessoas, são números”, lamentou, frisando que “a comunidade migrante representa um grande contributo para a economia de Macau”.

      A organização Greens Philippines Migrant Workers Union também tem estado a recolher bens e donativos através de MPay. Benedicta Palcon, líder da associação, contou que já foram recolhidos quase três mil patacas através do MPay e cerca de 100 quilos de arroz. A associação de filipinos distribuiu no domingo uma parte dos donativos angariados a 50 pessoas.

      A Greens Philippines Migrant Workers Union está a distribuir os bens a “cidadãos filipinos que estão a sofrer com a pandemia, especialmente aqueles que perderam o seu trabalho e aqueles que estão em licença sem vencimento”, explicou ao PONTO FINAL Benedicta Palcon. A associação continua a aceitar donativos até 10 de Agosto e, assim que forem recebidas mais doações, serão distribuídas pela comunidade

       

      PONTO FINAL