Lo Choi In quer apoio pecuniário para todos e retoma das actividades sociais e económicas

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FOTOGRAFIA: PEDRO ANDRÉ SANTOS

A deputada Lo Choi In solicita que o Governo mostre equidade na sociedade e atribua um subsídio especial antiepidémico de 15 mil patacas a todos os residentes. A legisladora assinalou que toda a população sofre igualmente sacrifícios durante o surto, temendo que o apoio pecuniário a determinados grupos possa resultar numa divisão da sociedade. Lo Choi In pede ainda a retoma de todas as actividades sociais e económicas.

 

Justificando a equidade na sociedade, a deputada Lo Choi In sugere que o Governo estude a possibilidade de ajustar o plano de assistência económica, de forma a lançar uma atribuição de subsídio antipandémico de 15 mil patacas a toda a população, considerando que a medida pode assegurar o ciclo económico interno em Macau.

A deputada salientou que entende a intenção do Executivo de as medidas serem precisas e bem orientadas, mas confessou que “não importa como o plano será ajustado, pois haverá inevitavelmente vozes opostas e ressentimentos” na sociedade.

“Os fundos públicos são provenientes da população e, portanto, devem ser usados e gastados para o público. Todos os cidadãos de diferentes níveis de rendimento compartilham diversos impactos e sacrifícios durante a luta contra a epidemia, por isso, exorto o Governo a distribuir 15 mil patacas a cada residente como um apoio pecuniário especial”, solicitou num comunicado enviado à imprensa.

Neste caso, Lo Choi In asseverou que a política proposta pode não só levar em consideração a equidade social, evitando a divisão da sociedade e o impacto na harmonia, mas também diminuir os custos administrativos do Governo.

A legisladora ligada à comunidade de Jiangmen acredita que as medidas de apoio financeiro anunciadas recentemente são “oportunas e salvadoras” para o público em geral diante da difícil situação afectada pelo surto, expressando, assim, esperança de que o Governo continue a acompanhar a evolução da situação e as condições de vida dos cidadãos, a fim de responder, através da optimização das políticas, às necessidades da sociedade.

Para a responsável, a atribuição de um subsídio de 15 mil patacas pode resultar numa injecção de sinergia no mercado local, sendo algo parecido com o plano de consumo por meio electrónico. “A economia na sociedade está interligada por diversos domínios. Ao mesmo tempo que a medida aliviaria a pressão e resolveria as necessidades urgentes da vida dos cidadãos, a maior parte dos recursos fluirá para o mercado local, de forma a promover a circulação de capital, bem como a recuperação da economia do território”, explicou.

Relativamente à adesão firma do Governo à política de ‘zero casos’ na RAEM, Lo Choi In pediu às autoridades que levem em consideração de forma prudente o aumento contínuo do custo pago pela sociedade, sistema económico e residentes. Observou que a abordagem para a prevenção e controlo de epidemia devem ser adaptadas às condições locais, devendo haver um equilíbrio entre o combate pandémico e o desenvolvimento social e económico.

Apesar de não se mostrar optimista com uma retoma em breve da passagem normal transfronteiriça entre a RAEM e o interior da China, Lo Choi In destacou a necessidade de manter a vitalidade económica no território.

“Devemos entrar já no período de consolidação. Quando a situação da Covid-19 abrandar, as operações do mercado devem ser retomadas de forma adequada, mantendo certas medidas como testes de ácido nucleico e observação médica. Devem ser permitidas mais actividades comerciais além daquelas essenciais para a vida diária, só assim podemos preservar o eixo da sociedade e economia”, asseverou.

A também profissional do sector bancário realçou que mesmo que os turistas do exterior não possam vir a Macau, os moradores ainda têm necessidades de consumo, até com vontade de gastar dinheiro se houver uma recuperação económica. Nesse sentido, uma vez assegurado um “círculo virtuoso de consumo” local, os comerciantes podem pelo menos sobreviver e o emprego local será estável.

Por outro lado, citando os dados estatísticos da Autoridade Monetária de Macau (AMCM), Lo Choi In referiu estar atenta ao acréscimo do rácio das dívidas não pagas nos empréstimos hipotecários para habitação e nos empréstimos comerciais para actividades imobiliárias, nos empréstimos concedidos a pequenas e médias empresas, bem como do rácio de crédito vencido por parte dos residentes.

A deputada enfatizou que se a situação continuar a deteriorar-se, afectará directamente a estabilidade de todo o sistema financeiro, pedindo uma redução de impostos para empregados e empresas, sobretudo o imposto de rendimento e da habitação, propondo também descontos fiscais para a renda das propriedades, com intuito de baixar o impacto causado pelo confinamento parcial.

 

PONTO FINAL