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      InícioGrande ChinaChina critica serviços secretos dos Estados Unidos e do Reino Unido

      China critica serviços secretos dos Estados Unidos e do Reino Unido

      Os Estados Unidos são a “maior ameaça à paz, estabilidade e desenvolvimento mundiais”, acusou ontem a China, mantendo a sua retórica assertiva, em resposta a acusações sobre espionagem e ameaça à actual ordem internacional. Os comentários do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Zhao Lijian, surgem um dia depois de o director do FBI e o líder da agência de informação interna do Reino Unido (MI5) terem alertado os líderes empresariais de que a China está determinada a usurpar a sua tecnologia para obter ganhos competitivos. A acusação ocorre nas vésperas de uma reunião entre o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, à margem da cimeira do G20, em Bali, na Indonésia. “O referido político dos EUA tem usado a teoria da ameaça chinesa para difamar e atacar a China”, disse Zhao aos jornalistas, em conferência de imprensa, após ter sido questionado sobre os comentários do diretor do FBI, Christopher Wray. Wray reafirmou preocupações de longa data com a espionagem económica e operações de pirataria informática por parte da China, assim como com os esforços do Governo chinês para reprimir a dissidência no exterior. “Os factos provam plenamente que os EUA são a maior ameaça à paz, estabilidade e desenvolvimento mundiais”, disse Zhao. O discurso de Wray foi feito na sede do MI5, em Londres, e ao lado do director-geral da agência, Ken McCallum, numa demonstração de coesão do Ocidente. “Vemos consistentemente que é o Governo chinês que representa a maior ameaça de longo prazo à nossa segurança económica e nacional, e por ‘nosso’ quero dizer as nossas duas nações, juntamente com os nossos aliados na Europa e em outros lugares”, disse Wray. McCallum afirmou que o Governo chinês e as suas “operações secretas em todo o mundo” representam o “desafio mais revolucionário” que os dois países enfrentam.

      Sob a presidência de Xi Jinping, a China assumiu uma política externa mais assertiva, unindo-se à Rússia na tentativa de minar a influência dos EUA e os seus aliados. No início de Fevereiro, semanas antes de a Rússia invadir a Ucrânia (24 do mesmo mês), Xi Jinping recebeu o homólogo russo, Vladimir Putin. Os dois líderes anunciaram então uma parceria “sem limites”. O país asiático recusou também condenar a Rússia pela invasão da Ucrânia e criticou a imposição de sanções contra Moscovo. O Partido Comunista Chinês exerce amplos poderes sobre todas as empresas e instituições chinesas, públicas e privadas, à medida que procura dominar os mercados globais e as tecnologias emergentes. Zhao disse que o serviço secreto britânico estava “simplesmente a projectar o seu próprio comportamento desonroso na China”. “O chefe do serviço de informação britânico deve sair do quarto escuro e ver a luz do sol, e não se apegar ao pensamento de ‘tudo ou nada’, ou criar inimigos imaginários”, afirmou.

       

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      Redacção do Ponto Final Macau