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      Redução de quarentenas no interior da China é “um passo na direcção certa” e bom sinal para Macau

      As autoridades do continente decidiram reduzir o período de observação centralizada para quem chega do estrangeiro. Os dias de quarentena passam a ser de sete dias mais três de auto-gestão de saúde. Para Wong Fai, presidente da Associação de Inovação e Serviços de Turismo de Lazer de Macau, esta mudança é um bom sinal e pode aumentar a confiança na indústria. Já os analistas das correctoras Sanford C. Bernstein e JP Morgan dizem que este é um passo na direcção certa.

      As autoridades do interior da China anunciaram na terça-feira que vão aliviar as restrições de quarentena impostas a quem tenha vindo do estrangeiro. Os dias de quarentena centralizada passam a ser sete e é necessário fazer ainda três dias de autogestão de saúde. Até aqui, eram

      impostos 14 dias de quarentena centralizada e mais sete dias de autogestão de saúde. Estas novas medidas no interior da China são boas notícias para Macau, considera Wong Fai, presidente da Associação de Inovação e Serviços de Turismo de Lazer de Macau.

      No entanto, assinala, em declarações ao jornal Ou Mun, ainda é cedo para prever eventuais alterações em Macau. Recorde-se que, para entrar em Macau vindo do estrangeiro, actualmente é necessário cumprir um período de isolamento centralizado de dez dias e mais sete dias de auto-gestão de saúde. “Pelo menos irá aumentar a confiança da indústria”, referiu.

      Assinalando que as pequenas e médias empresas do sector do turismo estão actualmente sob “pressão crescente”, Wong Fai disse esperar que o surto em Macau seja controlado rapidamente pelas autoridades, “para que o impacto possa ser minimizado e a indústria do turismo possa retomar as operações”.

      “A decisão do Conselho de Estado de reduzir para metade o período de isolamento depois da entrada para ‘7+3’ é uma boa notícia para o país, Macau e todos os sectores”, afirmou o responsável da associação, frisando que a medida é o reflexo da “prevenção epidémica precisa”.

      Na opinião de Wong Fai, a mudança de estratégia no interior da China serve de referência a Macau. “Espera-se que Macau possa ajustar gradualmente o tempo de quarentena de entrada de acordo com o ritmo do país, após o actual surto epidémico”, referiu, ressalvando que “é demasiado cedo para dizer que os visitantes estrangeiros e as excursões de grupo serão retomadas”.

      Para a correctora JP Morgan Securities, esta alteração do período de quarentena no continente “não vai mexer uma palha nas receitas de jogo de Macau”. No entanto, para os analistas da correctora, citados pelo portal GGRAsia, esta flexibilização do período de quarentenas no interior da China foi “surpreendente”. “Nós e a maioria dos investidores estávamos à espera de que qualquer abrandamento significativo só viesse a acontecer depois do Congresso do Partido [Comunista da China] no final do ano. Pode-se dizer que este é um passo muito necessário na direcção certa para uma normalização gradual, ou seja, foi um sinal suficientemente bom na nossa opinião”, referem os analistas da JP Morgan.

      Também a Sanford C. Bernstein afirmou que a redução do período de quarentena na China foi “um passo na direcção certa”. Também citados pelo GGRAsia, os analistas da Sanford C. Bernstein lembraram que “não há certeza sobre quando irá ocorrer uma flexibilização das restrições fronteiriças em Macau”, mas “essas mudanças são necessárias para haver um novo ímpeto na economia de Macau”.

      “O que vemos é um passo na direcção certa”, diz a correctora, concluindo: “Precisamos de ver que outras mudanças positivas serão feitas e quando. Até agora, é evidente que a China está a aderir à política de zero-Covid”.