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      Si Ka Lon preocupado com poluição provocada pelas águas residuais

      O deputado considera que está na hora das autoridades dedicarem mais tempo ao tratamento da água, apostando na construção da nova estação de tratamento de águas residuais de Macau. Governo tem em mente a construção da nova ETAR no lado sul do posto fronteiriço Zhuhai-Macau, mas, apesar de já haver uma data de término da infra-estrutura, as obras ainda não arrancaram.

       

      O deputado da Assembleia Legislativa (AL) Si Ka Lon considera que é premente resolver o problema ambiental provocado pelas águas residuais. Numa interpelação escrita ao Governo liderado por Ho Iat Seng, o parlamentar recorda que foi anunciada a construção de uma nova estação de tratamento de águas residuais (ETAR) da Zona de Administração do Posto Fronteiriço de Macau da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, mas que, até ao momento, nem o concurso público foi realizado. Si Ka Lon questiona mesmo se a infra-estrutura estará concluída em 2026, tal como previsto pelas autoridades.

      Desde a década de 90, ainda com o território sob Administração portuguesa, o Governo construiu em Macau cinco estações de tratamento de águas residuais, sendo a ETAR da península de Macau a primeira do género a ser construída para servir a maior parte da península, com uma capacidade inicial de tratamento de 144 mil metros cúbicos de água por dia.

      No entanto, a partir de 2009, devido à deterioração dos equipamentos, a ETAR de Macau tem funcionado ao longo dos anos com sobrecarga da sua capacidade e, como resultado, atira Si Ka Lon, “essa estação produz grande quantidade de águas residuais que é lançada depois para o mar sem ser tratada eficazmente, poluindo as águas costeiras da Areia Preta que, por isso, cheiram mal, prejudicando os residentes da zona circundante”.

      O parlamentar, igualmente presidente da Aliança de Povo de Instituição de Macau e membro da 13.ª Assembleia Popular Nacional, referenciou que o Governo concluiu, no ano passado, as obras de optimização e modernização da ETAR da península de Macau, “a fim de elevar a qualidade das águas residuais”.

      De acordo com os dados do ano passado, o volume médio diário de águas residuais tratadas pela ETAR da Península de Macau foi de 147.557 metros cúbicos, mas os resultados da bioquímica de oxigénio (BOD5), da química de oxigénio (COD) e de sólidos em suspensão registaram valores excessivos. “Assim, de que medidas o Governo dispõe para melhorar esta situação”, questionou, admitindo que, “tendo em conta que a nova ETAR da Ilha Artificial talvez não possa entrar em funcionamento aquando da conclusão das obras das primeira e segunda fases das habitações públicas da Zona A dos Novos Aterros, se o Governo já procedeu a alguma avaliação da capacidade da ETAR da península de Macau para evitar a sobrecarga desta”.

      Recorde-se que o Governo propõe a construção de uma nova ETAR no lado sul do posto fronteiriço Zhuhai-Macau situado na Ilha Artificial da Ponte Hong Kong-Zhuhai- Macau. As autoridades esperam que a nova infra-estrutura partilhe a pressão da estação de tratamento situada na península com uma capacidade de tratamento de 30 mil toneladas de águas residuais por dia.

       

      PONTO FINAL