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      Cristina Vinhas sugere “Mudança” através do vidro e da joalharia

      “Mudança” é o nome da exposição que será inaugurada amanhã na Casa de Vidro do Tap Seac. À boleia da iniciativa “Junho, mês de Portugal”, Cristina Vinhas apresenta mais de 40 obras de vidro e de joalharia contemporânea. A preservação da natureza é o fio condutor da exposição.

       

      É inaugurada amanhã, pelas 18h, a exposição “Mudanças”. Na Casa de Vidro do Tap Seac, Cristina Vinhas apresenta mais de 40 peças de vidro e de joalharia contemporânea. A mostra, inserida no âmbito das celebrações do “Junho, mês de Portugal”, estará disponível até 25 de Junho.

      Cristina Vinhas quer “reinterpretar a beleza natural das pedras, das formas orgânicas, os paralelismos com a crosta terrestre, a erosão, os arranha-céus, o dia e a noite, luz e sombra, claro e escuro, montanhas, estrelas, rios”. As turmalinas negras apresentadas em “Mudança” pretendem ser “purificadoras contra as energias negativas”, descreve o comunicado da organização. As peças foram todas feitas em Macau, no ateliê de joalharia da Casa de Portugal.

      Ao PONTO FINAL, a professora de joalharia da Casa de Portugal explica que esta mostra estará dividida em duas partes: vidro e joalharia. As peças de vidro – mais de 30 – mostram a forma como a artista olha para o fundo do mar, “a beleza do fundo do mar”.

      Cristina Vinhas usa diferentes tipos de vidro. “Alguns são vidro de aquário e outro tipos de vidro, com diferentes características e com diferentes comportamentos. O resultado é muito interessante”, promete, sublinhando que “o resultado é surpreendente”. As peças de vidro são apresentadas em bases de gesso.

      A parte da joalharia – onde são apresentadas cerca de 11 peças – é composta por turmalinas negras. “É muito orgânico, são peças muito delicadas”, refere. Às turmalinas, Cristina Vinhas junta pedras preciosas e semipreciosas: “É uma combinação dos dois tipos de lapidação e de pedras”.

      O tema da exposição tem a ver com as circunstâncias actuais, os “ajustes” que têm de ser feitos e “as atitudes e cuidados que temos de ter em relação ao ambiente”. “De alguma forma, isto é uma chamada de atenção à protecção do mar e à protecção da terra”, diz Cristina Vinhas, salientando que esta é uma representação de um “ajuste à nova realidade que estamos a viver a vários níveis e vários aspectos”.

      Cristina Vinhas já está a trabalhar nesta exposição de joalharia há cerca de quatro anos. A apresentação dos trabalhos têm sido adiados, mas são agora apresentados: “Não é muito agradável quando desenvolvemos uma ideia e temos de refazer o processo todo outra vez. Perde-se o fio condutor. Finalmente está aí para ser vista”. As obras de vidro, que são apresentadas agora, começaram a ser pensadas no início deste ano.

      Em 2013, Cristina Vinha tinha também exposto em Macau a nível individual. Desde então, tem participado em exposições colectivas. Esta é, então, a sua segunda exposição a título individual.

      “Mudança” chega à boleia da iniciativa “Junho, mês de Portugal” e, para Cristina Vinhas, este é um motivo de orgulho. “Nós temos de divulgar a nossa cultura e o nosso sentido estético. Penso que esta exposição é muito importante. Estou muito orgulhosa de apresentar no mês de Portugal”, afirma.

       

      “JUNHO, MÊS DE PORTUGAL”, DA PINTURA À GASTRONOMIA

       

      As comemorações do “Junho, mês de Portugal” começaram ainda em Maio, com a exposição de pintura “Metropolis”, com obras de António Mil-Homens, cuja inauguração aconteceu na Fundação Rui Cunha no passado dia 31 de Maio.

      No dia 1 de Junho, também pelas 18h30, foi inaugurada a exposição do projecto “Arquitectarte”, na Casa Garden, com o trabalho de Marieta da Costa, arquitecta e designer de interiores. No dia seguinte, foi a vez da gastronomia entrar em cena, com uma noite de vinhos e queijos portugueses no Sofitel.

      “Uma Casa com Asas” é o nome do livro que foi no passado dia 3 de Junho lançado por Andreia Martins, com ilustrações de Catarina Vieira. Também nesse dia, Susana Diniz apresentou uma sessão de narração de histórias, seguida de várias actividades para as crianças. Nesse dia, houve ainda espaço para a performance sensorial para bebés dos 6 meses de idade aos dois anos. “Onde a Terra se Acaba e o Mar Começa” é o nome deste espectáculo da autoria de Diana Coelho.

      No dia 7 de Junho, será, então, apresentada “Mudança”, uma exposição de joalharia de Cristina Vinhas, na Casa de Vidro do Tap Seac. Já no dia 9, a Galeria Amagao acolhe uma exposição de obras de serigrafia, gravura e artes gráficas de artistas portugueses, como Paula Rego, Vieira da Silva, Júlio Pomar, Cruzeiro Seixas e Graça Morais, por exemplo. Também no dia 9 de Junho, o Instituto Português no Oriente (IPOR) vai entregar os prémios do concurso “Falar Macau, Falar Português”, no Auditório Dr. Stanley Ho do Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong.

      O dia 10 de Junho, Dia de Portugal, começa logo pelas 9h, com a cerimónia do hastear da bandeira no Consulado. Uma hora depois, realiza-se a romagem à Gruta de Camões. Uma romagem de menor escala, em comparação com o período pré-pandemia, como avisou Paulo Cunha Alves. Está também prevista uma recepção oficial na Residência do Cônsul-Geral de Portugal, mas não é certo que se vá realizar, devido às restrições do Governo de Macau, como também explicou o cônsul. À noite, pelas 20h, terá lugar um concerto de tributo a Rui Veloso da banda da Casa de Portugal, na Casa Garden.

      Nos dias 11 e 12 vão realizar-se dois ciclos de cinema, com o “New York Portuguese Short Film Festival” e o “Festival de Cinema dos CPLP”. Os filmes vão ser exibidos no Auditório da Casa Garden. Em ambos os dias, as sessões começam a partir das 17h30. Também no dia 12, o restaurante Mesa, no Grand Lisboa Palace, vai comemorar Portugal com uma “viagem gastronómica” através de produtos portugueses e de música portuguesa ao vivo.

      “Se Podes Olhar vê, Se Podes Ver Repara” é o nome da exposição de alunos do IPOR sobre “O Ensaio Sobre A Cegueira”, de José Saramago, que acontece no dia 16, pelas 19h30, no Café Oriente. No dia seguinte, há um serão literário na Casa Garden, onde serão lidos, ditos e teatralizados textos de autores representativos de várias literaturas em língua portuguesa. O último dia das festividades é 25 de Junho, com a inauguração da exposição de pintura, desenho e gravuras de Catarina Cottinelli, na Casa Garden.

       

       

      PONTO FINAL