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      Inquérito revela que apenas um quarto dos entrevistados tem vontade de ter filhos

      Os resultados de um inquérito sobre reprodução concluíram que a vontade de ter filhos por parte dos residentes continua baixa, sendo que 74% dos entrevistados afirmaram não estar dispostos a ter filhos. Segundo a pesquisa divulgada ontem pela União Geral das Associações dos Moradores, a maioria das opiniões apontou que o rendimento da família fez baixar a vontade de reproduzir, bem como outros motivos, como a habitação e as políticas de educação.

       

      Um inquérito conduzido pela União Geral das Associações dos Moradores (UGAMM) indicou que quase 74% dos entrevistados mostraram-se sem vontade de reproduzir em Macau, revelando ainda que os principais factores que afectam a intenção de ter filhos relacionam-se com a questão de rendimento da família, que foi escolhido por mais de 75% dos inquiridos, da habitação (64,5%) e políticas de educação (46%).

      O estudo foi realizado em meados de Maio, tendo recolhido 1.643 inquéritos válidos dos residentes com idades compreendidas entre 18 e 50 anos, sendo que mais de 70% deles têm entre 26 e 40 anos de idade. De acordo com o resultado divulgado ontem, a maioria dos entrevistados concordou que as maiores considerações para a procriação são “o custo de vida”, “a educação” e “a habitação”.

      Entre os entrevistados que já foram pais, apenas 19,5% mostraram intenção de reproduzir novamente. Os outros admitiram que não pretendem ter mais filhos porque “não têm tempo para educar mais crianças”, “sofrem de pressão económica” e “têm problemas, como falta de espaço e de habitação”.

      Mais de 60% dos inquiridos sem filhos afirmaram não ter planos para ter filhos, sendo os principais motivos “querer ter mais tempo para si próprio”, “pressão na educação dos filhos” e “não gostar de crianças”.

      Relativamente às medidas sugeridas para aumentar a vontade de procriar, 60% das opiniões defendem que “devem haver políticas para permitir aos pais terem mais tempo no cuidado dos filhos”, enquanto que a segunda medida mais escolhida foi “aumentar as vagas em creches”, com 51% de opiniões. Metade dos entrevistados espera também que a candidatura no concurso à habitação económica possa incluir o número de filhos como um indicador na apreciação de documentos e qualificação.

      Em resposta aos resultados da pesquisa, a UGAMM propõe que sejam lançadas mais políticas favoráveis à família, de forma a aumentar o tempo de reunião entre os membros familiares. “Actualmente, muitos casais em Macau são ambos trabalhadores, cujo horário de trabalho pode ser irregular, o que impõe certas restrições no planeamento tanto à reprodução como à parentalidade. Recomenda-se também abranger as directrizes de políticas favoráveis ​​à família na Lei de relações do trabalho, como a introdução de uma licença familiar remunerada”, salientou a associação.

      A entidade de serviço comunitário enfatizou ainda que o Governo deve prestar mais esforço na garantia de emprego de residentes e na retoma económica, bem como aperfeiçoar o sistema de educação e o serviço das creches.

      Recorde-se que a baixa taxa de natalidade já foi alertada pelo Executivo, dado que a referida taxa se situou em 7,4%, segundo as estatísticas demográficas referentes ao quarto trimestre do ano passado, a taxa mais baixa desde 2005. Sobre este assunto, o Chefe do Executivo assumiu, numa reunião da Assembleia Legislativa há mais de um mês, a necessidade de “traçar políticas adequadas para resolver essa questão” para que os casais possam ter mais vontade de procriar.

       

      PONTO FINAL