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      InícioSociedadePeríodo de quarentena obrigatória nos hotéis desce para 10 dias

      Período de quarentena obrigatória nos hotéis desce para 10 dias

      As autoridades decidiram diminuir o número de dias de quarentena nos hotéis de 14 para 10 dias, depois de terem percebido que o período de incubação da estirpe Omicron é menor. Em contrapartida, após o período de isolamento centralizado, é necessário fazer cinco testes de ácido nucleico em sete dias.

      A partir de quarta-feira, quem chegar a Macau proveniente do estrangeiro, de Hong Kong ou de Taiwan terá de se submeter a um período de quarentena nos hotéis de 10 dias. Até aqui, o período de quarentena era de 14 dias. Recorde-se que quem entra em Macau vindo da província de Guangdong, por exemplo, não tem de realizar qualquer quarentena, basta apresentar um teste de ácido nucleico negativo realizado nos últimos sete dias.

      Num comunicado divulgado na tarde de sábado, o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus diz que, “tendo em conta o curto período de incubação da infecção da estirpe variante Omicron do SARS-CoV-2, as pessoas infectadas podem ser geralmente detectadas por teste de ácido nucleico no prazo de sete dias após o contacto com este vírus”. Assim, após verificarem a experiência do interior da China, as autoridades decidiram então reduzir o período de isolamento centralizado para observação médica para 10 dias. É ainda aplicado um período de sete dias de monitorização da própria saúde.

      Nos sete dias após a estadia obrigatória nos hotéis para observação médica, os cidadãos terão então de realizar cinco testes de ácido nucleico. Durante o período de monitorização da própria saúde, será exibido o Código de Saúde da cor verde, mas devem ser realizados testes de ácido nucleico no 11.º, 12.º, 14.º, 16.º e 17.º dias após a entrada. Se o teste não for realizado nas datas agendadas, o Código de Saúde será convertido na cor amarela. Se o teste não for realizado dentro das 24 horas após a data agendada, o Código de Saúde será convertido na cor vermelha.

      As autoridades alertam que estas pessoas provenientes do estrangeiro, de Hong Kong ou de Taiwan não podem deslocar-se ao interior da China até que o teste de ácido nucleico no 14.º dia após a entrada tenha resultado negativo.

      Estas novas disposições aplicam-se apenas a quem está vacinado contra a Covid-19 e apresentou resultados negativos aos testes de ácido nucleico no momento da entrada e durante o período de observação médica centralizado. Quem não está vacinado ou apresentar certificados de teste de ácido nucleico positivos à entrada ou durante o isolamento terá de cumprir uma quarentena de pelo menos 14 dias, ressalvam as autoridades.

      Já na semana passada, o Chefe do Executivo falou na possibilidade de serem diminuídos os dias de quarentena para quem vem do estrangeiro, de Hong Kong e de Taiwan, dizendo que a medida estava a ser estudada tendo em conta os resultados da experiência do interior da China.

      “CONTINUA A SABER A POUCO” PARA A COMUNIDADE PORTUGUESA

      A notícia da redução no número de dias de quarentena é recebida “com agrado” pela comunidade portuguesa, diz Gilberto Camacho, conselheiro das comunidades portuguesas em Macau. Ao PONTO FINAL, o responsável considera que, com esta medida, a comunidade portuguesa “começa a ver uma luz ao fundo do túnel e ganha esperança em poder viajar para Portugal – ou outros países – como antigamente”. No entanto, “continua a saber a pouco”. Gilberto Camacho afirma: “Esta medida peca por tardia até porque há muitos portugueses que decidiram regressar de vez neste Verão”. O conselheiro das comunidades portuguesas nota o contraste entre estas medidas e as medidas aplicadas no resto do mundo e diz que “já não é do interesse público continuarmos a viver nesta bolha, isolados do mundo, sob pena de deteriorar ainda mais a economia local e agravar o estado psico-emocional dos cidadãos a viver fechados em Macau há quase três anos”. No entanto, Gilberto Camacho mostra-se confiante no futuro: “Se não surgir mais nenhuma variante importante da Covid-19, e observando o que se passa no resto do mundo, eu tenho fé que até ao final deste ano, possamos voltar a viajar quase como antigamente”.

      PONTO FINAL