DSEDJ diz que peso das mochilas escolares dos alunos foi minimizado

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FOTOGRAFIA: GONÇALO LOBO PINHEIRO

Os alunos do ensino primário têm mochilas escolares mais leves neste ano lectivo, tendo o peso médio diminuído de 4,14 kg, em 2020, para 3,81 kg este ano. A informação foi adiantada pela Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude. Para aliviar o peso das mochilas e proteger a saúde física dos estudantes, o organismo subsidia também as escolas para instalarem equipamentos de armazenamento de artigos e chafarizes, bem como incentivar os alunos a fazerem uma melhor selecção do conteúdo que colocam nas mochilas.

 

Os ombros e as costas dos alunos do ensino primário em Macau estão a sofrer menos com o peso das mochilas, diz a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), revelando que o peso médio das mochilas escolares dos estudantes das escolas primárias diminuiu de 4,14 kg, registado no ano lectivo de 2019/2020, para 3,81 kg, valor registado na primeira verificação deste ano lectivo.

Em comparação com o passado ano lectivo, os resultados da primeira verificação efectuada no presente ano lectivo indicaram ainda que mais de 31 escolas do ensino primário registam uma melhoria na redução do peso das mochilas escolares dos alunos.

Nesse sentido, em resposta a uma interpelação escrita da deputada Ella Lei acerca da saúde física dos estudantes, a DSEDJ defendeu que “os dados demostram que, com os esforços concertados dos encarregados de educação, alunos e docentes, a redução do peso das mochilas obteve resultados”.

Recorde-se que a instrução de redução do peso das mochilas foi incluída no Guia de Funcionamento das Escolas na RAEM desde o passado ano lectivo. De acordo com as “Recomendações para aligeirar o peso da mochila escolar dos alunos”, as escolas locais são obrigadas a realizar, pelo menos duas vezes por ano lectivo, uma verificação por amostragem do peso, de forma a definir estratégias adequadas sobre o assunto.

Assegurando que se empenha na promoção da saúde física e mental dos alunos, a DSEDJ asseverou que as escolas têm lançados diversas medidas visadas a reduzir o peso das mochilas dos alunos, incluindo a disponibilização de equipamentos de armazenamento de objectos e chafarizes em todas as escolas.

Além disso, muitas escolas lançaram planos de incentivo para que os alunos sejam mais dispostos a fazer uma melhor selecção do conteúdo colocado nas mochilas. Segundo as autoridades educacionais, os encarregados de educação podem ainda verificar o boletim de registo de peso das mochilas dos filhos, ajudando a reduzir a carga caso seja necessário.

Na sua interpelação escrita, Ella Lei mostrou-se preocupada com o peso excessivo das mochilas. “Com o avançar dos anos, [os alunos] têm de transportar muitos livros de exercícios, cadernos de actividades e materiais extracurriculares, aumentando ainda mais o peso das mochilas”, frisou.

“Segundo alguns estudos, há alteração evidente da postura vertical dos alunos quando o peso da mochila é superior a 10% do peso corporal. E quando o peso é superior a 15%, as vértebras cervicais, torácicas e lombares e os membros ficam gravemente distorcidos, e os alunos têm de se inclinar para a frente para se equilibrarem e estabilizarem o peso do corpo, o que lhes provoca dores nas costas, no pescoço, nos ombros, e nos músculos, causando ainda pé chato, ameaçando assim a sua saúde e afectando o seu crescimento”, apontou Ella Lei.

O Guia de Funcionamento das Escolas estipula um indicador para o peso das mochilas não exceder 15% do peso corporal dos alunos. “A DSEDJ reuniu-se com as associações profissionais para tomar como referência as suas opiniões, que indicam que se o peso sobre o corpo for inferior a 15% do peso corporal, consegue-se proteger os tornozelos, os joelhos e as articulações das ancas dos alunos, contribuindo para a sua saúde física e mental”, garantiu.

Entre outras medidas, o organismo subsidia também, através do Fundo de Desenvolvimento Educativo, as escolas na contratação de pessoal na área de promoção da saúde, para desenvolver e acompanhar os testes de aptidão física dos alunos, bem como o treino da força muscular.

De acordo com análise oficial, os principais factores que causam o excesso de peso das mochilas incluem o uso de mochilas pesadas com rodas, uso de garrafas de água de metal, trazer material escolar não necessário e excesso de livros e papeis, tornando-se importante que os alunos façam a selecção de artigos essenciais nas suas mochilas.

 

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