Casos de Covid-19 em Xangai em curva descendente

0
61

A cidade de Xangai registou, no domingo, 32 mortos de covid-19, elevando o número total de óbitos na China, desde o início da pandemia, para 5.092, anunciaram as autoridades. A partir de quinta-feira, os habitantes de Pequim terão de apresentar um teste negativo à covid-19 para aceder aos locais públicos.

 

Xangai, de 25 milhões de habitantes, tem estado sob rigorosas medidas de contenção há cerca de um mês, tendo registado 454 mortes desde o final de Fevereiro. A China aplica uma política rigorosa de ‘zero casos’ e está a passar por uma onda de surtos da covid-19, atribuídos à variante Ómicron.

Os habitantes de Pequim terão de apresentar um teste negativo à covid-19 para aceder aos locais públicos a partir de quinta-feira, indicaram ontem as autoridades da capital chinesa. Este anúncio ocorre no primeiro dia do fim de semana prolongado que assinala o Dia do Trabalhador, que os chineses aproveitam geralmente para viajar pelo país, embora este ano muitos tenham ficado em casa devido ao pior surto de casos de covid-19 desde o início de 2020.

Perante a variante Ómicron, altamente contagiosa, as autoridades chinesas reforçaram a sua política de tolerância zero à covid-19, procedendo a despistagens massivas e confinamentos desde o aparecimento dos primeiros casos. Estas medidas rigorosas provocaram uma desaceleração da economia do país e a crescente frustração da população.

A partir de 5 de Maio, um teste covid-19 negativo efectuado no decurso da última semana será obrigatório para entrar em “numerosos espaços públicos e para utilizar os transportes coletivos”, segundo um anúncio na conta do governo de Pequim na rede social chinesa WeChat.

Os participantes também terão de apresentar um teste covid-19 negativo efectuado nas últimas 48 horas e um certificado de vacinação para participar em atividades desportivas e viagens de grupo.

A China registou mais de 10.700 novos casos positivos no país, a quase totalidade em Xangai. O número de novos casos está, contudo, a baixar nesta metrópole do leste do país, onde os 25 milhões de habitantes enfrentam um confinamento rigoroso desde o início de Abril.

Alguns destes habitantes estão com dificuldade de acesso a bens essenciais e temem, caso testem positivo, ser encaminhados para centros colectivos de quarentena.

As autoridades de Xangai declararam no domingo que os numerosos casos foram registados em pessoas colocadas em quarentena ou submetidas a restrições, sugerindo que o número de infecções está a diminuir.

Centenas de empresas incluídas numa “lista branca” voltaram ao trabalho e outras mil foram autorizadas a retomar as suas actividades, segundo as autoridades, citadas por meios de comunicação oficiais. Os testes à covid-19 serão gratuitos a partir de amanhã, acrescentaram os meios de comunicação do Estado.

 

Idoso vivo transportado em saco de cadáver escapou à cremação

 

Um vídeo tornou-se viral nas redes sociais chinesas mostrando um idoso em Xangai a ser descoberto vivo num saco de transporte de cadáveres a sair de um lar de idosos rumo ao crematório. As autoridades de Xangai afirmaram ontem que cinco indivíduos foram responsabilizados pelo episódio, incluindo chefias dos Serviços de Assuntos Cívicos e do lar de idosos. No vídeo, responsáveis da casa de aposentação “Nova Longa Marcha” em Xangai estavam a transportar o seriam os “restos mortais” do idoso. Posteriormente, um funcionário da casa funerária deu conta de sinais vitais no idoso e gritou que estaria vivo. O homem foi mais tarde transportado para o hospital para tratamento.