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      InícioSociedadeEm prol das árvores antigas, autoridades vão estreitar mecanismos de comunicação

      Em prol das árvores antigas, autoridades vão estreitar mecanismos de comunicação

      O Instituto Cultural, em resposta a uma interpelação escrita do deputado da AL Ron Lam, admitiu que pode ser feito mais e melhor em relação aos trabalhos de protecção das árvores antigas. Leong Wai Man reitera que, em relação à preservação das árvores, a Lei de Salvaguarda do Património Cultural estabeleceu disposições. Ao mesmo tempo, considera, a “concretização da coordenação entre serviços para conservar as árvores antigas no mesmo local está de acordo com a lei”.

       

      A presidente do Instituto Cultural (IC), Leong Wai Man, respondeu à longa interpelação escrita do deputado da Assembleia Legislativa (AL) Ron Lam em dois parcos parágrafos admitindo que há margem para “reforçar os trabalhos de protecção das árvores antigas” e reconheceu que, no futuro e em particular no que concerne ao planeamento detalhado sobre a zona Norte da Taipa, a Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU), o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) e o Instituto Cultural (IC) “irão manter devidamente a comunicação, no sentido  de estudarem  em  conjunto o aperfeiçoamento dos mecanismos de preservação das árvores antigas da zona, proporcionando um melhor ambiente para  o seu crescimento  e manutenção, indo ao encontro das necessidades de desenvolvimento equilibrado da cidade”.

      Ron Lam pediu ao Governo, em Março, a “concretização da coordenação entre serviços para conservar as árvores antigas no mesmo local de acordo com a lei”, ao que o IC respondeu que todos “os trabalhos de planeamento têm vindo a ser desenvolvidos pela DSSCU sempre no cumprimento dos respeitantes dispostos legais, consultando, ainda, para o efeito, pareceres dos serviços públicos relacionados conforme a lei exige”.

      O deputado, eleito por sufrágio directo, levantou um problema relacionado com dez árvores “Ficus rumphii”, uma espécie de figueira com mais de cem anos incluída já na Lista de Salvaguarda de Árvores Antigas e de Reconhecido Valor, que existem num lote de terreno privado junto ao Caminho das Hortas, cuja planta de condições urbanísticas fora discutida no Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU). “Embora os representantes do IAM tenham manifestado claramente a sua discordância em relação à relocalização das árvores antigas, os dirigentes e chefias da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) sublinharam na reunião a importância da artéria principal, pois é a artéria aorta da respectiva zona, afirmando não existir, por enquanto, outras alternativas, e entendendo ainda que a relocalização das referidas árvores é viável”, escreveu na interpelação o deputado, considerando que a DSSOPT “tinha obviamente violado a lei da salvaguarda do Património Cultural”, pedindo ao IC que adoptasse medidas para assegurar a manutenção das árvores no local.

      A presidente do IC, Leong Wai Man, relembra que o IAM “tem a tradição de proceder à avaliação, inventariação e actualização” da tal lista de Salvaguarda de Árvores Antigas e de Reconhecido Valor, “efectuando também, de forma estrita, a fiscalização e conservação das árvores antigas e de reconhecido valor”. “O IC irá continuar a manter uma comunicação estreita com o IAM, com o objectivo de reforçar os trabalhos de protecção das árvores antigas”, garantiu a responsável.

       

      PONTO FINAL