Escolas ensinam os efeitos nefastos da poluição luminosa

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Esse é o desejo do deputado José Pereira Coutinho, que ainda pede ao Governo, numa interpelação escrita tornada pública ontem, um “controlo legal da luz artificial”.

O parlamentar, igualmente presidente da Associação Trabalhadores Função Pública Macau (ATFPM), lembra que a energia consumida em excesso tem outros custos indirectos derivados das energias originárias das centrais térmicas por si só poluidoras do ambiente, que assim têm de funcionar mais intensamente, consumindo mais recursos e lançando mais dióxido de carbono na atmosfera, agravando o aquecimento global. A poluição luminosa tem como consequência as alterações e desequilíbrios nos ecossistemas nocturnos.

Para isso, o deputado sugere ao Governo para que crie “uma comissão multidisciplinar, técnica e científica, para avaliar e apresentar propostas para mitigação da poluição luminosa e controlo da luz artificial à noite com mecanismos de sensibilização para a problemática dos impactos da poluição luminosa e formas da sua mitigação, e quais os resultados concretos de melhoramento da situação através do mecanismo de comunicação e coordenação entre Zhuhai e Macau por via do Grupo de Trabalho de Cooperação”. “Vai o Governo, à semelhança dos países desenvolvidos, implementar legislação com medidas sancionatórias para o combate ao problema da poluição luminosa, sustentada na investigação científica recente, bem como as iluminações artificiais mal projectadas”, questiona, ainda.

Pereira Coutinho considera que os cidadãos estão cada vez mais sensibilizados para as questões ambientais, nomeadamente a poluição atmosférica, a salubridade das águas, o estado dos solos, mas, defende, é notório “a relegação para um segundo plano os graves problemas da poluição luminosa que têm como consequências directas o descanso e a qualidade de vida dos cidadãos com efeitos nocivos nas perdas auditivas, stress e insónia”.

O português lança ainda um repto ao Executivo liderado por Ho Iat Seng que passa por “incluir e estender por vários anos de escolaridade o estudo e o ensino da poluição luminosa nos currículos escolares, a par das formas de poluição como a sonora, atmosférica, da água e outras”. “Muitos alunos desconhecem o fenómeno da poluição luminosa que passa despercebido porque sempre viveram com o excesso de luz artificial devendo merecer por parte das autoridades competentes uma reflexão séria como disciplina curricular no ensino secundário”, notou Pereira Coutinho.

 

Escolas ensinam os efeitos nefastos da poluição luminosa

 

Esse é o desejo do deputado José Pereira Coutinho, que ainda pede ao Governo, numa interpelação escrita tornada pública ontem, um “controlo legal da luz artificial”.

O parlamentar, igualmente presidente da Associação Trabalhadores Função Pública Macau (ATFPM), lembra que a energia consumida em excesso tem outros custos indirectos derivados das energias originárias das centrais térmicas por si só poluidoras do ambiente, que assim têm de funcionar mais intensamente, consumindo mais recursos e lançando mais dióxido de carbono na atmosfera, agravando o aquecimento global. A poluição luminosa tem como consequência as alterações e desequilíbrios nos ecossistemas nocturnos.

Para isso, o deputado sugere ao Governo para que crie “uma comissão multidisciplinar, técnica e científica, para avaliar e apresentar propostas para mitigação da poluição luminosa e controlo da luz artificial à noite com mecanismos de sensibilização para a problemática dos impactos da poluição luminosa e formas da sua mitigação, e quais os resultados concretos de melhoramento da situação através do mecanismo de comunicação e coordenação entre Zhuhai e Macau por via do Grupo de Trabalho de Cooperação”. “Vai o Governo, à semelhança dos países desenvolvidos, implementar legislação com medidas sancionatórias para o combate ao problema da poluição luminosa, sustentada na investigação científica recente, bem como as iluminações artificiais mal projectadas”, questiona, ainda.

Pereira Coutinho considera que os cidadãos estão cada vez mais sensibilizados para as questões ambientais, nomeadamente a poluição atmosférica, a salubridade das águas, o estado dos solos, mas, defende, é notório “a relegação para um segundo plano os graves problemas da poluição luminosa que têm como consequências directas o descanso e a qualidade de vida dos cidadãos com efeitos nocivos nas perdas auditivas, stress e insónia”.

O português lança ainda um repto ao Executivo liderado por Ho Iat Seng que passa por “incluir e estender por vários anos de escolaridade o estudo e o ensino da poluição luminosa nos currículos escolares, a par das formas de poluição como a sonora, atmosférica, da água e outras”. “Muitos alunos desconhecem o fenómeno da poluição luminosa que passa despercebido porque sempre viveram com o excesso de luz artificial devendo merecer por parte das autoridades competentes uma reflexão séria como disciplina curricular no ensino secundário”, notou Pereira Coutinho.