Leong Sun Iok pede planeamento de formação para profissionais de saúde locais

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O deputado Leong Sun Iok remeteu uma interpelação oral à Assembleia Legislativa acerca do planeamento da formação dos profissionais de saúde. Apontando a carência de curto a médio prazo de médicos especialistas e enfermeiros, a abertura em breve do Hospital das Ilhas, bem como uma possível onda de aposentação de profissionais, o deputado da FAOM exorta o Governo a preparar a formação de pessoal de saúde local e dos jovens interessados em trabalhar no sector.

 

Tendo em consideração a falta de médicos especialistas e de enfermeiros no território, e a entrada faseada em funcionamento do novo Hospital das Ilhas a partir do próximo ano, o deputado Leong Sun Iok pede às autoridades que expliquem as políticas estipuladas e o planeamento sobre a formação dos profissionais de saúde.

Numa interpelação oral submetida à Assembleia Legislativa, o deputado ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) mostrou-se preocupado com o problema de procura de pessoal da área da saúde na RAEM, recordando que as autoridades tinham iniciado um estudo para de facilitar a avaliação científica da procura de recursos humanos no futuro.

“Porém, o Governo afirmou expressamente que, em termos de curto e médio prazo, há falta de médicos especialistas e de enfermeiros, e mais, assumiu a promessa de que, com a entrada faseada em funcionamento do novo Hospital das Ilhas a partir de 2023, os trabalhadores vão ser principalmente locais”, apontou o deputado, considerando que o Governo deve preparar os trabalhos de definição dos planos de formação para os profissionais de saúde, bem como iniciar o mais brevemente possível a sua implementação, uma vez que a formação de trabalhadores leva tempo para concluir e obter resultados.

Leong Sun Iok reiterou na sua interpelação a importância dos cuidados de saúde na vida da população e, ao longo dos anos, “a sociedade tem depositado expectativas no melhoramento, através do aperfeiçoamento do sistema, dos investimentos, dos serviços e da formação de mais talentos locais na área da saúde”.

Entretanto, o legislador notou que, quer no sector público quer no sector privado da saúde, é possível surgirem eventuais ondas de aposentação de profissionais. O deputado da FAOM recordou o relatório de auditoria de resultados intitulado “Recrutamento e formação de médicos internos”, que foi divulgado pelo Comissariado de Auditoria há um tempo, e que constou que mais de 120 médicos especialistas dos Serviços de Saúde vão aposentar-se entre 2020 e 2025.

“Dado que a formação de um médico especialista leva entre 5 a 7 anos, a sociedade e o sector da saúde esperam que o Governo continue a avaliar e a melhorar os trabalhos de formação de talentos na área da saúde, a fim de garantir a prestação de cuidados de saúde estáveis e de qualidade aos cidadãos, e de proporcionar uma base de desenvolvimento mais clara aos profissionais de saúde locais e aos jovens interessados em trabalhar no sector”, asseverou.

Nesse âmbito, Leong Sun Iok solicitou ao Governo que explique o progresso de formação para os profissionais e aos jovens interessados em trabalhar neste domínio, particularmente os médicos especialistas e pessoal de saúde locais que satisfaçam os requisitos exigidos e tenham intenção em trabalhar no Hospital das Ilhas, que funcionará em cooperação com o Peking Union Medical College Hospital.

Por outro lado, no que diz respeito ao Regime legal da qualificação e inscrição para o exercício da actividade dos profissionais de saúde, que já está vigente desde 2020, o deputado mostrou dúvidas sobre quais são as situações dos trabalhos de preparação dos estágios dos primeiros graduados após a entrada em vigor do novo regime. “Qual é o valor do subsídio que vai ser atribuído? A fim de garantir que todos os candidatos qualificados tenham oportunidades de estágio, como é que vai ser feita a distribuição dos estagiários pelos diversos hospitais?”, questionou Leong Sun Iok.

Recorde-se que o referido regime se aplica às 15 categorias de profissionais de saúde, nomeadamente médico, médico dentista, médico de medicina tradicional chinesa, farmacêutico, farmacêutico de medicina tradicional chinesa, enfermeiro, técnico de análises clínicas, técnico de radiologia, quiroprático, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, terapeuta da fala, psicólogo, dietista e ajudante técnico de farmácia.

O deputado pede ainda informações sobre instruções de regulação para os demais profissionais de saúde que não estão integrados nesta lista. Quanto ao outro pessoal que não faz parte dos 15 tipos de profissionais sujeitos à regulação em causa, e que não integram os profissionais que o Governo quer regular através de registo, como psicólogos, hipnotistas e prolactinistas, Leong Sun Iok quer saber quais são as políticas para que estes grupos possam ter acesso também a um desenvolvimento profissional adequado.

 

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