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      Homem burlado em mais de um milhão de dólares depois de investir em criptomoeda

      Um residente de Macau terá sofrido um prejuízo de 1,02 milhões de dólares de Hong Kong depois de ter caído numa burla de investimento falso emcriptomoeda. A Polícia Judiciária (PJ) informou também que uma mulher, residente de Hong Kong, de 27 anos de idade, foi detida ao entrar em Macau através do Posto Fronteiriço de Qingmao no passado sábado por suspeita de burla de valor consideravelmente elevado e de branqueamento de capitais.

      Um homem terá sido burlado em 1,02 milhões de dólares de Hong Kong depois de uma burla de investimento falso em criptomoeda. Segundo contou ontem a Polícia Judiciária (PJ), o homem, residente de Macau, na casa dos 50 anos de idade, apresentou, na tarde da passada sexta-feira, uma denúncia à PJ dizendo que tinha conhecido uma mulher numa plataforma de ‘chat’ no dia 23 de Maio. Essa mulher  alegou que se podiam arrecadar lucros avultados através do investimento em criptomoeda. O homem aceitou a proposta da mulher e acabou por fazer um registo num ‘site’ de investimento em criptomoeda que a mulher lhetinha enviado.

      Posteriormente, a mulher exigiu que o homem carregasse dinheiro na conta do ‘site’ para poder investir. De 6 a 10 de Junho, o homem fez quatro transferências bancárias no valor total de 1,02 milhões dólares de Hong Kong para três diferentes bancos de Hong Kong, seguindo as instruções da mulher.

      Depois, o valor do seu investimento aumentou para 1,17 milhões, sendo o lucro de 150 mil. O homem suspeitou do súbito aumento do montante num prazo tão curto, pedindo de volta o dinheiro investido. No entanto, era pedida uma transferência de 1,5 milhões de dólares de Hong Kong para o poder fazer. O homem solicitou a devolução imediata do investimento. No entanto, a sua conta foi cancelada e ele perdeu o contacto com a mulher.Consequentemente, o homem denunciou o caso à PJ.

      DETIDA MULHER SUSPEITA DE BURLA E BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS

      Ontem, a PJ também detalhou um outro caso em que uma mulher foi detida por suspeita de burla de valor consideravelmente elevado e branqueamento de capitais.  A mulher, residente de Hong Kong, de 27 anos de idade, foi detida pela PJ ao entrar em Macau através do Posto Fronteiriço de Qingmao no passado sábado por suspeita da burla de valor consideravelmente elevado e debranqueamento de capitais, tendo o caso sido encaminhado para o Ministério Público (MP), noticiou o jornal Ou Mun.

      Em Janeiro de 2022, uma mulher, residente de Macau, apresentou uma denúncia à PJ, constatando que tinha recebido uma chamada de origem desconhecida, que alegou ser funcionário público dos Serviços de Saúde de Macau. O alegado funcionário público indicou que a mulher teria cometido um crime por ter comprado no interior da China algumas substâncias controladas e não as ter declarado à Alfândega do interior da China, pedindo à vítima para ajudar na investigação. A vítima negou e o alegado funcionário público manifestou que os dados pessoais da vítima terão sido roubados e usados para determinado acto ilícito, passando a chamada para a polícia do interior da China.

      No seguimento, a alegada polícia e funcionários da Ministério Público da China continental entraram em contacto com a mulher, acusando a vítima de ter cometido um crime económico no Continente, pedindo-lhe quefornecesse os seus dados pessoais e informações da sua conta bancária para poderem realizar uma investigação criminal, caso contrário, as autoridades viriam a Macau detê-la.

      A mulher ficou em pânico e seguiu as instruções das alegadas autoridades, fornecendo os seus dados pessoais, incluindo bilhete de identidade, palavras-passe do cartão bancário, etc. Além disso, a mulher foi obrigada a remover a aplicação do banco do seu telemóvel, ficando impossibilitada de aceder à sua conta durante a investigação.

      Poucas semanas depois, a vítima descobriu que o que tinha acontecido com ela era semelhante aos casos criminosos divulgados pela PJ e decidiu ir ao banco para fazer uma consulta da sua conta, verificando que todo o dinheiro, no valor de 825 mil patacas, já tinha sido transferido para outras contas. A mulher acabou por denunciar o caso à PJ.

      Após a investigação, a PJ descobriu que, em Dezembro de 2021, o dinheiro na conta bancária da vítima foi transferido para três contas bancárias em Hong Kong, sendo uma das transferências, no valor de 75 mil patacas,foi para a conta da suspeita. Consequentemente, a suspeita foi detida pela PJ no dia 11 de Junho ao entrar no território pelo Posto Fronteiriço de Qingmao. Durante a investigação, a mulher admitiu ter ajudado um homem a abrir uma conta bancária para receber dinheiro, podendo receber de 3% a 4% do retorno, não tendo ainda recebido qualquer retorno. A PJ acusou a mulher por suspeita daburla de valor consideravelmente elevado e debranqueamento de capitais, sendo o caso encaminhado para o MP.

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      Redacção do Ponto Final Macau