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      InícioSociedadeAutoridades sanitárias priorizam desinfecção de mercadorias vindas do exterior

      Autoridades sanitárias priorizam desinfecção de mercadorias vindas do exterior

      A Organização Mundial de Saúde considera “altamente improvável” que as pessoas possam contrair Covid-19 a partir de alimentos ou embalagens de alimentos e outras mercadorias, mas as autoridades em Macau parecem não dar importância ao que diz a mais importante agência especializada em saúde, subordinada à Organização das Nações Unidas.

       

       

      De acordo com o documento da Organização Mundial de Saúde (OMS) “Covid-19 e segurança alimentar: orientações para empresas de alimentos”, o potencial de transmissão da doença através de alimentos e embalagens “é altamente improvável”. “A Covid-19 é uma doença respiratória e a principal via de transmissão é através do contacto pessoa-a-pessoa e através do contacto directo com gotículas respiratórias geradas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra. É altamente improvável que as pessoas possam contrair a doença a partir de alimentos ou embalagens de alimentos”, pode ler-se no documento oficial da organização, datado de Abril de 2020.

      Até ao momento, reitera a OMS, “não há evidências de que vírus que causam doenças respiratórias sejam transmitidos por meio de alimentos ou embalagens de alimentos”. “Os coronavírus não podem multiplicar-se nos alimentos; precisam de um animal ou hospedeiro humano para se multiplicar”, acrescenta ainda. Ainda assim, as autoridades sanitárias de Macau parecem não estar convencidas com as orientações da mais importante agência especializada em saúde, subordinada à Organização das Nações Unidas.

      Na passada sexta-feira, uma apresentação conjunta organizada pelo Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), Serviços de Alfândega, Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) e Serviços de Saúde demonstrou o processo de desinfecção e amostragem em alimentos de cadeia de frio, frutas importadas, produtos secos, bem como as suas embalagens exteriores.

      De momento, o IAM procede à desinfecção das embalagens exteriores de alimentos refrigerados e frutas importadas, cobrindo em média uma quantidade de cerca de 100 mil caixas por semana. O número de amostragens sujeitas a análise já foi aumentado para cerca de 500 por dia. “Até ao dia 15 de Março, foram recolhidas cerca de 17.800 amostras de produtos alimentares e do ambiente, incluindo as de alimentos da cadeia de frio, frutas, alimentos sujeitos a inspecção sanitária e ambiente”, explicou o representante do instituto durante a demonstração.

      O conselho mais recente da OMS e as evidências actuais indicam que o vírus Covid-19 “é transmitido durante o contacto próximo por meio de gotículas respiratórias”. “É possível que alguém seja infectado ao tocar uma superfície, objecto ou mão contaminada de uma pessoa infectada e depois tocar sua própria boca, nariz ou olhos. Isso pode acontecer, por exemplo, ao tocar nas maçanetas das portas ou apertar as mãos e depois tocar o rosto”, no entanto, a sobrevivência do SARS-CoV-2 em diferentes superfícies em testes relataram que o coronavírus pode permanecer viável até 72 horas em plástico e aço inoxidável, até quatro horas em cobre e até 24 horas em papelão. As encomendas, na grande maioria das vezes, demoram muito mais tempo do que 24h a chegar ao seu destino.

      Actualmente, em Macau, “todos os alimentos da cadeia de frio e frutas importados devem obrigatoriamente sujeitar-se a uma declaração normalizada no sistema de rastreio, com o objectivo de registar as empresas que os vendem e devolvem diariamente e a quantidade de mercadorias, facilitando ao IAM o rastreamento dos locais de destino das mercadorias”, explicou a entidade.

      Mais de 3.300 trabalhadores relacionados são sujeitos a um teste de ácido nucleico ao novo tipo de coronavírus a cada 48 horas, enquanto mais de 900 vendedores de peixe em mercados e trabalhadores do sector da importação e venda a retalho de pescado são sujeitos ao mesmo teste a cada sete dias, devendo todos eles possuir código de saúde verde mal entram no local de trabalho, explicaram ainda as autoridades aos jornalistas.

      Os Serviços de Alfândega, através do seu representante, afirmaram que “é necessário reforçar a fiscalização de medidas de prevenção epidémica de mercadorias importadas”. “À chegada das mercadorias a Macau, os funcionários das pontes-cais têm de desinfectar as embalagens externas de todas as mercadorias. De seguida colocam um autocolante que identifica que esta embalagem foi desinfectada, sendo que no autocolante constam informações como o carimbo da empresa de navios de carga, data de hora, e no manifesto de carga consta o respectivo registo de desinfecção.”

      Do lado da DSEDT, o seu representante referiu que relativamente às mercadorias importadas de Hong Kong, “foi exigido a supermercados e sector de fornecedores para procederem à desinfecção das embalagens externas de mercadorias, depois de removida película plástica enrolada à volta dos paletes”. Já os Serviços de Saúde apelaram aos cidadãos para que usem bem a máscara e as luvas descartáveis ao desembalarem as embalagens externas das encomendas. “Quanto a algumas embalagens externas, tais como caixas de papelão, recomenda-se que as removam em lugar ao ar livre antes de levar os produtos para casa”, acrescentou o representante do serviço, sugerindo à população para que “utilizem a lixívia com hipoclorito de sódio de concentração 5,25 por cento (diluída em água fria na proporção de 1:50) ou utilizem desinfectantes de álcool com concentração que varia entre os 70 a 80 por cento para pulverizar ou desinfectar cada superfície de produto ou de sua embalagem externa”.

       

      PONTO FINAL