Edição do dia

Quinta-feira, 18 de Agosto, 2022
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens quebradas
25.9 ° C
27.1 °
25.9 °
94 %
6.2kmh
75 %
Qua
28 °
Qui
30 °
Sex
31 °
Sáb
29 °
Dom
29 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      Início Grande China China e EUA precisam de "dialogar mais" para encarar "desafios globais"

      China e EUA precisam de “dialogar mais” para encarar “desafios globais”

      Washington e Pequim devem “dialogar mais” num contexto de “crescentes desafios globais”, disse na sexta-feira o primeiro-ministro chinês, numa conferência de imprensa no final da sessão anual do Assembleia Popular Nacional.

       

      “A China e os Estados Unidos precisam de mais diálogo e comunicação. As portas estão abertas e não devem ser fechadas ou apostadas numa dissociação. Ambos os lados devem respeitar as preocupações e interesses um do outro e lidar com as diferenças de forma racional e construtiva”, afirmou Li Keqiang. “A competição” entre os dois países devia ser “saudável e justa”, acrescentou o responsável, e salientou que as relações bilaterais, “apesar dos seus altos e baixos nos últimos 50 anos”, deviam avançar.

      Além da análise da situação económica e social do país, Li abordou também a guerra na Ucrânia, um conflito sobre o qual a China está “profundamente preocupada”. “A China vai continuar a trabalhar com a comunidade internacional e a desempenhar um papel positivo no restabelecimento da paz. Apoiamos todos os esforços nesse sentido. A prioridade é evitar que as tensões aumentem ainda mais ou que fiquem fora de controlo. São necessários mais esforços para que a Rússia e a Ucrânia continuem a negociar e alcancem um cessar-fogo”, afirmou.

      Li salientou que Pequim está empenhada em ajudar “a prevenir uma crise humanitária” e que o país asiático vai continuar a cooperar com outras nações “com base no respeito mútuo”, numa referência às relações bilaterais com a Rússia, uma vez que isto “traz estabilidade ao mundo”.

      Para o primeiro-ministro chinês, as sanções ocidentais contra Moscovo “vão prejudicar a economia global”, sublinhando que os esforços para manter “a estabilidade”, depois de três anos de pandemia da covid-19, são necessários neste momento.

      Sobre Taiwan, cuja soberania Pequim reivindica, Li disse que a China vai sempre opor-se a “atividades separatistas que procuram a ‘independência'” da ilha. Taiwan é uma das principais fontes de conflito entre a China e os Estados Unidos, principalmente porque Washington é o principal fornecedor de armas da ilha e seria o maior aliado militar no caso de um conflito com o gigante asiático.

      Na sequência da ofensiva russa na Ucrânia, iniciada em 24 de Fevereiro, um responsável de segurança de Taiwan disse que Pequim “podia aproveitar a situação” para tentar “convencer os habitantes da ilha de que os Estados Unidos não iam honrar o compromisso de a defender”.

       

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau