Edição do dia

Sexta-feira, 24 de Maio, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
chuva fraca
25.8 ° C
25.9 °
25.4 °
94 %
4.1kmh
40 %
Qui
26 °
Sex
26 °
Sáb
26 °
Dom
28 °
Seg
29 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioPolíticaDeputado de Macau à APN apela à integração da comunidade macaense na família chinesa

      Deputado de Macau à APN apela à integração da comunidade macaense na família chinesa

      O director e editor-chefe do Jornal Ou Mun e deputado de Macau à Assembleia Popular Nacional (APN), Lok Po, defende que a comunidade macaense deve ser integrada na família de etnias chinesas, o que poderá servir como um “sinal de identificação, afirmação e respeito”. O discurso foi feito na reunião plenária da delegação dos deputados de Macau à APN, que contou com a presença do membro do Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista da China e vice-primeiro-ministro chinês, Han Zheng.

       

      Um discurso intitulado “Melhor integração da comunidade macaense na família de etnias chinesas” foi proferido, esta segunda-feira, na reunião plenária da delegação dos deputados de Macau à Assembleia Popular Nacional (APN), pelo director e editor-chefe do Jornal Ou Mun e deputado de Macau à APN, Lok Po. Na ocasião, o deputado de Macau à APN defendeu que se deve reforçar a protecção, formação e promoção da cultura “maquista”, para que mais chineses do continente tenham oportunidade de conhecer esta cultura “única” e para que a comunidade macaense possa ocupar o seu devido lugar na família de etnias chinesas.

      Durante mais de 400 anos de história, Macau foi o baluarte da presença portuguesa no Oriente, o casamento interétnico entre a etnia chinesa e portuguesa no contexto histórico deu à luz os mestiços euroasiáticos que tinham ascendência mista de português e chinês, vulgarmente conhecidas como “macaenses”. Ao longo dos séculos, formou-se no território uma grande comunidade macaense. Com um estilo de vida diferente dos chineses, criou-se uma singularidade numa sociedade predominantemente chinesa de Macau e naturalmente também gerou uma série de culturas próprias. Têm a sua língua crioula, conhecida como patuá – de base portuguesa com substrato do cantonês, malaio e cingalês – e a sua gastronomia, considerada por muitos como uma genuína gastronomia de fusão. Este conjunto de cultura particular mostra o carácter especial da RAEM, referiu o director do diário de maior tiragem de Macau.

      “Após a transferência da soberania do território para a China, muitos macaenses continuaram a amar a terra onde os seus antepassados nasceram e cresceram, reconheceram a República Popular da China e não quiseram sair e deixar Macau. Alguns até optaram por desistir da sua nacionalidade portuguesa para pedir a nacionalidade chinesa. No entanto, por vezes encontram-se numa situação embaraçosa devido a uma pergunta que os assombra frequentemente: onde podem encontrar as suas raízes na família da República Popular da China?”, salientou o deputado de Macau à APN.

      O delegado de Macau realçou: “A gastronomia macaense e o teatro em patuá já foram incluídos na Lista de Património Cultural Imaterial Nacional. Se a comunidade macaense não pode ser integrada na família chinesa, de onde provém? Como é que isto pode ser explicado? E como podem os descendentes dos macaenses identificar as suas raízes?”.

      Mais de 20 anos depois da transferência da soberania de Macau, a China já reconheceu que os macaenses são parte importante da sociedade de Macau, como uma característica local. Lok Po defende que integrar-se os macaenses o mais rapidamente possível na família chinesa é um sinal de identificação, afirmação e respeito para a comunidade macaense, o que permite que os descendentes macaenses vivam em Macau com tranquilidade, facilitando a solidariedade comunitária e a estabilidade social de Macau, bem como destacando as características de ‘Um País, Dois Sistemas’, assinalou Lok Po.

       

      PONTO FINAL