Mais alunos de mestrado e mais disciplinas são algumas das novidades. De resto, pouco muda. A nova universidade terá ainda a oferta de licenciaturas em Ciências e Engenharia, nomeadamente, Matemática Aplicada, Inteligência Artificial e Tecnologia de Aplicação de Media Digitais, e a aposta em alunos de mestrado, bem como reforço dos seus trabalhos em termos do ensino e investigação de línguas, no sentido de apoiar Macau para desempenhar bem o papel de plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa.
O Instituto Politécnico de Macau (IPM) será convertido em Universidade Politécnica de Macau (UPM), esta terça-feira, depois de na passada sexta-feira o Conselho Executivo ter concluído a discussão sobre o projecto de regulamento administrativo que altera, precisamente, os estatutos do IPM.
Mais alunos de mestrado e mais disciplinas são algumas das novidades. De resto, pouco muda. A nova universidade terá a oferta de licenciaturas em Ciências e Engenharia, nomeadamente, Matemática Aplicada, Inteligência Artificial e Tecnologia de Aplicação de Media Digitais, e a aposta em alunos de mestrado “é a conclusão de um estudo encomendado pela instituição”. “Irá haver um aumento no número de alunos de mestrado entre os 30% a 40%. É um upgrade ao IPM”, referiu o presidente do instituto, Im Sio Kei, que passará a ser o primeiro reitor da UPM.
O regulamento administrativo entra em vigor esta terça-feira, dia 1 de Março, com as escolas de ensino superior da instituição a passarem a ser designadas faculdades. É de salientar que a designação da “Escola Superior de Artes”, por exemplo, é alterada para “Faculdade de Artes e Design”. Para além disso, define-se claramente que compete ao secretário para os Assuntos Sociais e Cultura a tutela da nova universidade. “Depois de mudar o seu nome para Universidade Politécnica de Macau, o Instituto Politécnico de Macau continuará a promover o desenvolvimento da inovação no ensino superior, reforçando a transformação dos resultados da investigação indústria-academia e promovendo o desenvolvimento do ensino superior de Macau, orientado para o mercado e de alta qualidade”, revelou o porta-voz do Conselho Executivo, o secretário para Administração e Justiça, André Cheong.
O governante referiu ainda que “a universidade vai reforçar o seu trabalho ao nível do ensino e investigação de línguas, de forma a apoiar Macau a desempenhar o papel de Plataforma entre a China e os países de língua portuguesa”, ideia apoiada também por Im Sio Kei que garantiu que o intercâmbio e mobilidade de estudantes e professores “é para continuar”.
Recorde-se que a decisão faz parte das intenções do Governo local de reforçar os sectores de educação, juventude, cultura e desporto, melhorando as políticas para a introdução de pessoal qualificado, conforme apresentado Linhas de Acção Governativa para 2022.
A futura UPM vai aproveitar as vantagens próprias estabelecidas nos actuais cursos práticos e, ao mesmo tempo, reforçar os seus trabalhos em termos do ensino e investigação de línguas, no sentido de apoiar Macau para desempenhar bem o papel de plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa, referiu André Cheong.
Apesar de o IPM passar a universidade, isso não implicada que a tabela salarial dos docentes e restante pessoal sofra alterações, pelo contrário. “Os salários dos docentes e do pessoal mantêm-se igual, não indo ao encontro daquilo que se pratica na Universidade de Macau”, admitiu o presidente do IPM, que garantiu que a sua própria remuneração mensal não vai sofrer alterações.
O novo estatuto assegura ainda oportunidades aos estudantes locais, sendo que o seu número será sempre superior ao número dos estudantes oriundos da China continental.
O intercâmbio de estudantes – nomeadamente com Instituto Politécnico de Leiria – e mobilidade de professores no âmbito de futuros programas de mestrado e doutoramento, assim como a mobilidade de estudantes lusófonos, é para manter. As cooperações vão continuar, assegurou Im Sio Kei, que referiu ainda que a instituição tem, actualmente, cerca de 4.500 alunos e pretende chegar aos 6.000.
Outra situação abordada na conversa com os jornalistas referiu-se às ligações “históricas” com as instituições politécnicas portuguesas. “Quando pensámos na mudança de nome contactámos com os nossos parceiros em Portugal, nomeadamente o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos portugueses com quem ainda mantém uma ligação histórica que é para se manter”, notou o futuro reitor da UPM.
PONTO FINAL











