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      Desmantelada rede de prostituição transfronteiriça que envolve um funcionário público

      As autoridades policiais desmantelaram uma rede de prostituição transfronteiriça liderada por residentes de Macau. No total, 37 pessoas são suspeitas de estarem envolvidas, incluindo 29 mulheres provenientes do interior da China que faziam serviços de prostituição, e foram já detidos oito membros do grupo. Segundo as autoridades, a rede é encabeçada por um residente, de 40 anos de idade, e conta ainda com a participação de um trabalhador da função pública que ajudava a publicitar serviços sexuais nas redes sociais.

       

      A Polícia Judiciária (PJ) desmantelou uma rede de prostituição que levou à detenção de oitos indivíduos, todos residentes, incluindo um homem de 40 anos, que é o líder do grupo, e um homem de 35 anos que trabalha como funcionário público. Durante a operação policial, foram levadas à esquadra 29 prostitutas envolvidas, com idades compreendidas entre os 26 e os 52 anos, oriundas de diversas províncias na China continental, bem como um alegado cliente residente.

      De acordo com o porta-voz da PJ, as autoridades tinham vindo a receber denúncias apresentadas por vários cidadãos sobre a operação da rede desde 2020. Descobriu-se que essa rede angariava mulheres no interior da China por meio de dezenas de grupos de conversa em aplicações para telemóveis, para se deslocarem à RAEM para trabalharem como prostitutas.

      A polícia constatou que a associação criminosa cobrava um “custo de adesão” ao grupo de mulheres envolvidas entre 100 a 300 renminbis, e tinham de pagar um montante se desistissem de trabalhar na rede. As mulheres entravam no território de forma legal com salvo-conduto para trabalharem durante até sete dias, e eram obrigadas a entregar uma parte de lucro à rede depois de concluir o trabalho de prostituição em Macau. Os serviços prestados custavam entre 250 e 1.300 patacas.

      O cabecilha do grupo criminoso, para além de operar os grupos nas aplicações de comunicação, era responsável por ajudar a fazer fotografias das mulheres, anexando os seus contactos e colocando-as nas redes sociais e fóruns online, enquanto o funcionário público detido procurava fazer publicidade online dos serviços sexuais, tendo conseguido um lucro de 100 mil patacas até então.

      Os outros membros do grupo dividiam-se em trabalhos de publicar ‘posts’ nas redes socias e na revenda de produtos para as mulheres, tendo amealhado entre duas mil patacas e 1,4 milhões de patacas devido à operação da rede, segundo a PJ.

      A respectiva operação de detenção foi realizada no domingo à noite em dois hotéis e nas oito fracções dos detidos. Nas buscas a um lugar de estacionamento no NAPE, que funciona como um local de armazenamento, foram apreendidos mais de 80 telemóveis, computadores e discos externos, para além de um grande número de toalhas descartáveis e mais de 20 mil preservativos.

      As autoridades acreditam que o grupo criminoso já operava há cerca de três anos, e continuarão a proceder a uma investigação profunda para apurar o montante concreto de lucro obtido e se existem mais envolvidos. O caso foi ontem encaminhado para o Ministério Público, podendo os detidos enfrentar as acusações de crimes de associação criminosa e exploração de prostituição.

      Na mesma conferência de imprensa das autoridades policiais, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) divulgou um caso de casamento falso que envolve três pessoas, entre os quais uma residente de 45 anos e um residente de 40 anos, ambos já detidos, e outro indivíduo oriundo do interior da China que se encontra fugitivo.

      Ao analisar os pedidos de obtenção do Bilhete de Identidade de Residente de Macau, a Direcção dos Serviços de Identificação constatou um caso suspeito em que a mulher em questão divorciou-se em 2012, mas casou-se novamente passados cinco meses. A detida, durante a investigação posterior do CPSP, admitiu ter praticado o crime de casamento falso para auxiliar o indivíduo em fuga a obter a sua autorização de permanência na RAEM, tendo sido convencida a praticar o crime para liquidar uma dívida de 80 mil patacas ao suspeito de 40 anos, que serviu como um mediador do casamento falso.

       

      PONTO FINAL