Devido ao impacto da epidemia causada pelo novo tipo de coronavírus em Macau, as instituições bancárias do território aprovaram mais créditos para ajudar as PME que têm dificuldades financeiras, enquanto os empréstimos não pagos cresceram em comparação a 2020.
Segundo as estatísticas divulgadas pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM), o novo crédito aprovado às pequenas e médias empresas (PME) no segundo semestre de 2021 registou um acréscimo relativamente ao ano anterior. Por enquanto, o valor utilizado do total dos empréstimos concedidos às PME registou um acréscimo relativamente ao ano anterior, enquanto os empréstimos para as principais indústrias permaneceram estáveis.
Em termo dos novos créditos aprovados, no segundo semestre de 2021, o novo limite do crédito aprovado às PME pelos bancos de Macau registou uma quebra de 37,5% relativamente ao primeiro semestre desse ano, atingindo 12,1 mil milhões de patacas. Relativamente ao segundo semestre de 2020, correspondeu a um aumento de 48,1%. O rácio de garantia, que indica a proporção de limite de crédito com activos corpóreos prometidos, ficou-se pelos 71,5%, correspondendo a uma descida de 7,4 pontos percentuais (pp), quando comparado com os últimos dados, mas a uma ascensão de 13,1 pp relativamente ao período homólogo.
No que toca à utilização de crédito, conforme os dados actualizados da AMCM, até finais de 2021, o balanço utilizado dos empréstimos concedidos às PME atingiu 93,4 mil milhões de patacas e registou um decréscimo de 1,2% quando comparado com o final de Junho de 2021, correspondendo a um crescimento de 7% relativamente ao ano anterior. Quando a análise é feita segundo o uso económico, em comparação com o período final de Junho de 2021, os empréstimos concedidos até ao final de 2021 pelos bancos aos sectores em indústrias transformadoras aumentaram 0,9%, enquanto aos sectores de comércio por grosso e a retalho e construção e obras públicas foi registado um decréscimo de 3,3% e 1,7%, respectivamente.
A taxa de utilização definida como a proporção do balanço relativo aos créditos em dívida para o limite do crédito aprovado atingiu 81,6%, decrescendo 0,8 pp quando comparada com a taxa registada nos últimos seis meses, e decresceu 1,4 pp relativamente ao período homólogo de 2020, referiu a AMCM.
Relativamente aos empréstimos não pagos, o organismo liderado por Chan Sau San revelou que, até finais de 2021, o balanço relativo aos empréstimos em dívida não pagos pelas PME diminuiu 5,1% em comparação com os últimos seis meses, até ao nível de 523,3 milhões, e cresceu 7,6% em relação ao período homólogo de 2020. O rácio das dívidas não pagas, rácio do balanço dos empréstimos não pagos para os empréstimos concedidos às PME, atingiu 0,56%, correspondendo a um decréscimo de 0,02 pp quando comparado com o final de Junho de 2021, ou manteve-se inalterado quando comparado com o período homólogo do ano transacto.
PONTO FINAL











