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      InícioSociedadePopulação de Macau aumenta 23,5% face a 2011 para 682.070 pessoas

      População de Macau aumenta 23,5% face a 2011 para 682.070 pessoas

      Apesar disso, há um notório abrandamento do crescimento da população que está a debater-se com um preocupante problema de envelhecimento. Os resultados globais Censos de 2021 revelam que a população idosa é constituída por 82.812 pessoas, registando-se um aumento significativo de 107,2%, face a 2011. Há ainda a destacar que os habitantes tendem a casar-se, em média, com 30 anos, sendo que há mais mulheres que homens na RAEM. Pela primeira vez, a zona Norte da península de Macau perdeu o primeiro lugar em matéria de número de habitantes, uma vez que a zona mais populosa de Macau passou a ser a Baixa da Taipa.

       

      A população de Macau aumentou, apesar do crescimento abrandado, e envelheceu. Envelheceu bastante, por sinal. Estas são as principais conclusões contidas no relatório que revela os resultados globais do Censos de 2021, anunciados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

      Os resultados agora anunciados revelam que, em Agosto de 2021, a população de Macau era composta por 682.070 pessoas, mais 23,5%, face aos Censos realizados em 2011, que revelaram na altura uma população de 552.503 pessoas. No entanto, o crescimento da população nos últimos dez anos abrandou, com a taxa de crescimento médio anual a fixar-se em 2,1%, sendo inferior à década anterior, que foi de 2,4%. A população considerada local, depois de excluídos os trabalhadores não residentes e os estudantes do exterior – ambos domiciliados no território – totalizou 568.662 pessoas, mais 17,2%, em relação a 2011.

      Outra das especificidades reveladas pelo relatório da DSEC, que, na verdade, não constitui surpresa, é que a população da RAEM é uma população envelhecida. Os dados de Agosto passado mostram que a população idosa, ou seja, com 65 ou mais anos, é constituída por 82.812 pessoas, registando-se um aumento significativo de 107,2%, face a 2011. Dentro daquilo que é o universo da população total, os idosos representam 12,1%, mais 4,9 pontos percentuais, relativamente a 2011, com o índice de envelhecimento a subir para 83,7%.

      Mais mulheres que homens e aumento da proporção da população solteira são outras das conclusões do relatório que revela os resultados globais do Censos de 2021. À data da recolha dos dados junto da população, a população feminina era composta por 361.785 pessoas e a masculina por 320.285 pessoas, representando 53% e 47% da população total, respectivamente. A relação de masculinidade foi de 88,5. Quanto à população local, a relação de masculinidade desceu ainda mais, passando de 92,7 em 2011 para 88,7 em 2021, evidenciando a predominância da população feminina face à masculina, o que é uma tendência global e não regional.

      Os mais novos também não querem saber de constituir família, ou sequer ter uma cara-metade. Da população com idade igual ou superior a 16 anos, 27,4% continua solteira, mais 2,8 pontos percentuais, relativamente a 2011. Ainda assim, mais de metade da população do território (64,1%) é casada, o que representa menos 3,3 pontos percentuais quando comparado com há 10 anos. A idade média ao primeiro casamento continua a manifestar uma tendência ascendente. Actualmente, as pessoas tendem a casar-se, em média, por volta dos 30 anos, enquanto que em 2001 casavam aos 28,6 anos e em 2011 aos 29 anos.

       

      POPULAÇÃO DA TAIPA ULTRAPASSA A POPULAÇÃO DA ZONA NORTE DA PENÍNSULA DE MACAU

       

      A densidade populacional da Taipa cresceu exponencialmente nos últimos anos. Num território cuja densidade populacional é de 20.620 pessoas por quilómetro quadrado, sendo superior à registada em 2011 (18.454 pessoas/km2), a maior aglomeração de pessoas manteve-se nas zonas da Areia Preta e Iao Hon (153.104 pessoas/km2), da Doca do Lamau (144.424 pessoas/km2) e da Barca (141.621 pessoas/km2).

      Contudo, a zona mais populosa de Macau passou a ser a Baixa da Taipa (11,1% da população terrestre de Macau), ultrapassando os Novos Aterros da Areia Preta, com 10,4%, e a Areia Preta e Iao Hon, com 10,1%. Por seu turno, em Coloane, na Ilha Verde, na Universidade e Baía de Pac On e no Pac On e Taipa Grande registaram-se os maiores crescimentos populacionais, isto é, +753,7%, +143,9%, +124,4% e +121,1%, respectivamente, face a 2011. Em Coloane o enorme crescimento deve-se à criação do bairro de Seac Pai Van e do empreendimento One Oasis.

       

      POPULAÇÃO MAIS LETRADA, BEM COMO MAIS E MENORES AGREGADOS FAMILIARES

       

      O relatório dos resultados globais do Censos de 2021 revela ainda que Macau conheceu nos últimos dez anos um aumento do nível de escolaridade e crescimento da população com o ensino superior. As habilitações académicas da população em geral aumentaram. Em 2021, 30,2% da população com idade igual ou superior a 15 anos tinha o ensino superior, totalizando 175.956 pessoas. Este número aumentou aproximadamente cem por cento (ou seja, +99,9%), face a 2011. Além disso, 29,3% da população completou o ensino secundário complementar/curso de diploma e 40,5% tinha o ensino secundário geral e outras habilitações académicas. Analisando por sexo, 30,4% da população masculina tinha o ensino superior, uma proporção quase idêntica à da população feminina (30%).

      Os novos dados revelados pela DSEC mostram que o total de agregados familiares foi de 202.727, mais 18,7% face a 2011. O número médio de membros por agregado familiar correspondeu a 2,98 pessoas, e quando comparado com o de 2011 (3,08 pessoas) e o de 2001 (3,14 pessoas), observou-se a tendência de redução da dimensão dos agregados familiares. Em termos de número de membros por agregado familiar, é de notar que os agregados familiares compostos por duas pessoas eram predominantes, representando 25,6% do total de agregados familiares, mais 2,3 pontos percentuais relativamente a 2011.

      Em Agosto de 2021, havia 148.091 agregados familiares que moravam em casa própria, os quais representaram 73,4% do total de agregados familiares, mais 2,6 pontos percentuais em relação a 2011. Além destes, 39.148 agregados familiares moravam em unidades de alojamento familiar arrendadas e a sua proporção em relação ao total de agregados familiares diminuiu 5,1 pontos percentuais face a 2011.

      Por seu turno, a oferta de habitação pública aumentou nos últimos dez anos, pelo que os números de agregados familiares que moravam em habitação económica (26.553) e em habitação social (12.963) subiram 61,3% e 121,4%, respectivamente, face a 2011, representando em conjunto 19,6% do total de agregados familiares em unidades de alojamento familiar, esta proporção ascendeu 6,4 pontos percentuais.

      Quase 60% dos agregados familiares tinham veículos motorizados, revelam ainda os resultados globais dos Censos de 2021. A tendência de aumento de veículos motorizados tem sido notória, não só nos últimos dez anos, como nos últimos vinte anos. O número de agregados familiares com veículos motorizados totalizou 119.422 (59,0% do total de agregados familiares da população), registando-se um aumento significativo de 27,4%, face a 2011. Destes agregados familiares, 60.245 tinham mais do que um veículo motorizado, mais 27,9% relativamente a 2011.

      Recorde-se que, em Agosto do ano passado, a DSEC realizou o XVI Recenseamento da População e o VI Recenseamento da Habitação, com o intuito de recolher dados demográficos detalhados, que agora foram revelados.

       

      PONTO FINAL