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      Cientistas da MUST obtiveram primeiro espectro e fluxo de energia cósmica da superfície lunar

      Histórico. Académicos da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau publicaram na revista científica Science Advances os resultados das diversas análises aos dados e ao material lunar recolhido pela missão Chang’e-4. A equipa de investigadores mediu sistematicamente os espectros de energia dos protões de raios cósmicos de baixa energia, partículas alfa, CNO e iões pesados na superfície lunar durante o mínimo solar de 2019/2020.

       

      Uma equipa de cientistas do Laboratório de Referência do Estado para a Ciência Lunar e Planetária, estabelecido pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST), obteve o primeiro espectro e fluxo internacional de energia cósmica na superfície lunar com base nos dados do material recolhido na missão lunar chinesa Chang’e-4.

      Os resultados da investigação científica foram publicados no passado dia 15 de Janeiro na revista internacional Science Advances com o título “First measurements of low-energy cosmic rays on the surface of the lunar farside from Chang’E-4 mission”. O primeiro autor do artigo é Pengwei Luo, sendo o autor correspondente o professor Xiaoping Zhang.

      Os raios cósmicos influenciam fortemente o ambiente espacial, e uma compreensão profunda da sua composição e espectro energético pode ajudar a avaliar melhor os níveis de radiação no ambiente espacial, o que é importante para as actividades humanas de exploração do espaço profundo.

      A equipa liderada por Pengwei Luo mediu sistematicamente os espectros de energia dos protões de raios cósmicos de baixa energia, partículas alfa, CNO e iões pesados na superfície lunar durante o mínimo solar de 2019/2020. Os dados mostram que os espectros de raios cósmicos de baixa energia obtidos a partir da superfície lunar e do satélite de levantamento solar-terrestre L1 são consistentes. “As observações confirmam a simetria entre a manhã e a noite dos fluxos dos raios cósmicos, indicando que o ambiente lunar na zona de aterragem da missão Chang’e-4, tal como a zona de anomalia magnética, tem um efeito negligenciável sobre os fluxos dos raios cósmicos”, pode ler-se nas considerações plasmadas no artigo académico.

      Ao mesmo tempo, os cientistas do Laboratório de Referência do Estado para a Ciência Lunar e Planetária da MUST também extraíram a relação isotópica He e encontraram uma melhoria significativa a ~12 MeV/nuc. “Os espectros medidos dos protões dos raios cósmicos e da energia das partículas alfa desafiam o modelo de transporte de raios cósmicos. Estas primeiras medições in situ dos espectros dos raios cósmicos da superfície lunar fornecem observações em primeira mão da interacção entre os raios cósmicos e a superfície lunar e a protecção contra as radiações durante futuras missões lunares tripuladas”, revelam os investigadores.

      O Laboratório de Referência do Estado para a Ciência Lunar e Planetária da MUST tem estado envolvido na análise de dados científicos para todas as missões do projecto de exploração lunar Chang’e, e tem continuado a alcançar novos resultados científicos.

      Actualmente, revela a MUST, o laboratório está a realizar uma análise aprofundada das amostras lunares Chang’e 5 e dos dados de exploração de Tianqin 1 Mars. Ao mesmo tempo, os investigadores estão envolvidos no desenvolvimento de cargas científicas para as missões de acompanhamento do projecto Chang’e e da missão de exploração de asteroides Tianqin-2.

      As missões tripuladas à Lua são essenciais para empreendimentos científicos e comerciais. A segurança dos astronautas e a confiabilidade dos instrumentos sensíveis são severamente comprometidas pelo ambiente de radiação severo na superfície lunar. “Embora estas descobertas possam aprofundar a nossa compreensão do ambiente de radiação na superfície lunar, elas ainda estão longe de ser exaustivas: a faixa de energia do espectro é limitada e as precisões de algumas medições precisam de ser melhoradas”, admitiu ainda a equipa de investigadores, lembrando que ainda estão em curso trabalhos no lado oculto da lua, com a recolha permanente de dados e materiais.

       

       

      PONTO FINAL