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      InícioSociedadeMigração massiva no ano novo chinês com “enorme incerteza” devido à pandemia

      Migração massiva no ano novo chinês com “enorme incerteza” devido à pandemia

      Este ano, a Semana Dourada do ano novo chinês começou a 17 de Janeiro e irá durar até 25 de Fevereiro, equivalendo a quase seis semanas consecutivas de celebrações. As autoridades chinesas estimaram que 1,18 mil milhões de pessoas irão movimentar-se e, em comparação a 2021, representa uma subida de mais de 30%. O Governo Central realçou que o país está a enfrentar uma “enorme incerteza” no âmbito da prevenção de controlo da pandemia da Covid-19, especialmente no momento de o país receber os Jogos Olímpicos de Inverno e celebrar o Festival da Primavera.

       

      O feriado do Ano Novo Lunar da China Continental arrancou ontem. A Semana Dourava vai ter uma duração de 40 dias. Zhou Min, o subchefe do gabinete da resposta às emergências do ministro dos transportes da China, revelou que o número de pessoas em viagens durante a Festa da Primavera deste ano terá um aumento de mais de 35,6% em relação ao ano passado, correspondendo a 1,18 mil milhões de passageiros.

      Segundos relatos da agência oficial chinesa Xinhua, o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, durante a sua inspecção em Pequim no domingo passado, salientou que a situação da prevenção e controlo da epidemia neste ano novo chinês está envolvida numa “enorme incerteza” em matéria de saúde pública, sobretudo os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, que serão realizados ao mesmo tempo. O governante chinês afirmou que as autoridades chinesas têm de aderir o princípio de “prevenir o ressurgimento doméstico e infecções importadas” e alcançar a “meta dinâmica de infecção zero”, para assegurar a organização do evento olímpico realizado na capital.

      Faltam apenas 16 dias para o início dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, que irá reunir atletas de mais de 90 países em 15 modalidades, com o programa a prever a realização de 109 finais. Pequim está sob pressão acrescida para prevenir a epidemia, uma vez que o primeiro caso local da variante Omicron do novo coronavírus foi identificado a 15 de Janeiro. As autoridades de Pequim ordenaram ontem que, de 22 de Janeiro até ao final de Março, todos os que regressarem a Pequim têm de possuir o resultado negativo do teste de ácido nucleico dentro de 48 horas e serem sujeitos ao teste de ácido nucleico obrigatório dentro de 72 horas após a chegada à capital, alertando ainda que, se não cooperarem voluntariamente, medidas obrigatórias serão estabelecidas haverá responsabilização.

      Mi Feng, porta-voz da Comissão Nacional de Saúde da China, disse à imprensa chinesa que o país está a enfrentar agora um duplo desafio de responder aos casos importados de Covid-19 causados pelas variedades Delta e Omicron. Como o Festival da Primavera está a começar, o movimento e a concentrações de pessoas irá aumentar significativamente, criando uma situação crítica para a prevenção e o controlo de epidemia.

      Zhou Min sublinhou que a prevenção e controlo da epidemia no Festival da Primavera deste ano deve ser levada a cabo de acordo com os princípios básicos para orientar os povos evitando alto fluxo de pessoas, reduzindo os riscos de viagem e reforçando a protecção do pessoal.

      Recorde-se que na sexta-feira passada a Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP) divulgou um oficio-circular orientador aos funcionários públicos de Macau, indicando que os trabalhadores dos serviços públicos devem permanecer no território e evitar viagens turísticas ou de visita a familiares durante o período do Ano Novo Lunar e do pico de deslocações na China.

      As autoridades ainda assinalaram que, durante o período de 22 de Janeiro a 15 de Fevereiro de 2022, as faltas para a realização de observação médica, na RAEM ou fora dela, dadas pelos trabalhadores na sequência da sua deslocação, salvo se efectuadas por motivos não imputáveis ao trabalhador e cuja devida explicação seja aceite pelo dirigente do serviço, vão ser consideradas como faltas injustificadas.

       

       

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