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      Início Sociedade Educação inclusiva, sempre!  

      Educação inclusiva, sempre!  

      Numa altura em que está em cima da mesa, já para o próximo ano lectivo, a criação de uma escola exclusiva de ensino especial no Jardim da Flora, a DSEDJ garante ao deputado Ho Ion Sang que o caminho é o da promoção da educação inclusiva. Ao mesmo, o organismo que tutela a Educação no território promete desenvolver de modo gradual as ferramentas de avaliação dos sobredotados.

       

      A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) revelou, em resposta a uma interpelação escrita do deputado da Assembleia Legislativa (AL) Ho Ion Sang sobre o apoio ao ensino especial, que o Governo da RAEM “presta uma atenção contínua ao desenvolvimento físico e mental saudável dos alunos e às suas necessidades de aprendizagem, tendo, por isso, criado o Centro de Avaliação Conjunta Pediátrica de forma interdepartamental, para disponibilizar o serviço de intervenção precoce às crianças com idade igual ou inferior a seis anos e que se suspeita terem transtornos de desenvolvimento”.

      Ho Ion Seng lamentou, na sua interpelação ao Governo, que em vigor esteja um regime legal que regulamenta o ensino especial que está em vigor há mais de 20 anos. “Alguns dos seus artigos já não conseguem satisfazer eficazmente nem as necessidades, nem o desenvolvimento do ensino especial de Macau”, escreveu o deputado na altura.

      Dados oficiais revelam que, desde 2000, o número dos alunos do ensino especial em Macau tem aumentado de ano para ano, e no ano lectivo de 2020/2021, só no item dos alunos integrados atingiu-se o número de 2031. “O número dos alunos com necessidades educativas especiais tende a aumentar, contudo, o desenvolvimento do ensino especial em Macau continua a ser difícil, e a enfrentar muitos problemas e desafios, portanto, a sociedade espera que o Governo continue a reforçar apoios eficazes aos alunos com necessidades educativas especiais, a fim de promover o desenvolvimento sustentável do ensino especial”, referiu ainda o deputado eleito por sufrágio indirecto que ainda acumula as funções de membro do Comité Nacional da 13.ª Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e de vice-presidente da União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM).

      Num documento com quatro páginas, a DSEDJ revela diversos detalhes do processo de ensino especial em vigor e planos para o futuro, também. A entidade assume realizar, com carácter anual actividades de formação do âmbito do ensino especial, para que o pessoal docente e os agentes de aconselhamento possam inteirar-se melhor da situação dos alunos.

      Garante a DSEDJ, na missiva assinada pelo sub-director Kong Chi Meng, que estão a ser criadas ferramentas de avaliação padronizadas baseadas nas normas de Macau, tais como a “Wechsler Intelligence Scale” e o “Teste de Diagnóstico das Dificuldades de Aprendizagem”, para identificar eficazmente os alunos com necessidades educativas e efectuar a respectiva transferência. Com olhos postos no futuro, os Serviços de Educação pretendem “ajustar a disposição do pessoal responsável pela avaliação conforme a procura, para que os alunos suspeitos de terem necessidade do ensino especial possam obter serviços de avaliação com a maior brevidade possível”.

      Os sobredotados não foram esquecidos pela DSEDJ. A partir do ano lectivo que decorre, passou a existir o serviço de avaliação de sobredotados, aceitando primeiro os pedidos de avaliação dos sobredotados nas áreas de inteligência e criatividade, e implementando, de forma ordenada, a avaliação dos sobredotados noutras áreas, refere a entidade pública a Ho Ion Sang, que acrescenta “irá, também, desenvolver de modo gradual as ferramentas de avaliação dos sobredotados em diferentes áreas e organizar a formação dos grupos de peritos responsáveis por essa avaliação”.

      Foi anunciado no final do ano passado que está nos planos das autoridades locais a criação de uma escola de ensino especial nas instalações da actual Escola Primária Luso-Chinesa da Flora, situada no jardim da cidade com o mesmo nome. Na resposta ao deputado da UGAMM, a DSEDJ veio a confirmar esse cenário para o próximo ano lectivo. “A Escola Primária Luso-Chinesa da Flora passará a ser escola oficial de ensino especial na península de Macau, ministrando todos os níveis de ensino. Futuramente, a DSEDJ irá investir recursos consoante a situação da sociedade e as necessidades de desenvolvimento do ensino especial, no sentido de continuar a aperfeiçoar a disposição das turmas de cada nível de ensino”.

      De acordo com a lei, para o exercício de funções docentes do ensino especial, é exigida uma das seguintes qualificações. Ou a pessoa tem em sua posse uma licenciatura ou habilitação equivalente na área do ensino especial que inclua a componente de formação pedagógica; ou então, em alternativa, qualificações para o exercício de funções docentes dos ensinos infantil, primário e secundário e curso de formação de docente do ensino especial reconhecido pela DSEDJ.

      Considerando que o caminho está a ser bem percorrido, a entidade que tutela a Educação em Macau admite que a procura de docentes do ensino especial possa vir a aumentar e para isso, promete “apoiar e incentivar essas instituições a ministrarem cursos mais diversificados e de qualidade, conformes às tendências e necessidades do desenvolvimento social”.

       

       

       

      PONTO FINAL