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      Passaporte de Macau concede entrada em 144 países e regiões

      Entre os passaportes mais poderosos do mundo neste início de 2022, Macau ocupa a 33.ª posição do ranking juntamente com a Grenada e Dominica. Portugal volta a encontrar-se no top-10, na quinta posição. A China ocupa agora a 64.º posição, tendo subido quatro posições em relação ao ano passado. Na lusofonia, Angola é o pior passaporte dando apenas entrada em 50 países. O índice é da Henley & Partners.

       

      O Henley Passport Index, que periodicamente classifica os melhores passaportes do mundo, acaba de publicar o seu último relatório de mobilidade e ranking para o primeiro trimestre de 2022. Há uma lacuna cada vez maior entre o norte e o sul quando se trata de liberdades de mobilidade, conclui o primeiro relatório do ano da consultora britânica Henley & Partners.

      Macau, a par das caribenhas Grenada e Dominica, queda-se pela 33.ª posição com acesso sem visto ou com visto à chegada em 144 países. Na Grande China, a China é quem tem o pior passaporte. O país ocupa no primeiro trimestre de 2022 a 64.ª posição (em 2021 estava na 70.ª posição) com acesso a somente 80 países. Hong Kong, em sentido contrário, é o melhor passaporte, com entrada em 171 países, ocupando a 18.º posição. Taiwan mantém-se igual na 32.º posição com entrada em 145 países.

      Na esfera da lusofonia, o melhor passaporte é o português. Portugal encontra-se, como tem sido hábito nos últimos anos, no top-10, partilhando a quinta posição com a Irlanda (187 destinos). Segue-se o Brasil, na 20.ª posição e entrada em 169 países ou regiões. O passaporte de Timor-Leste surge a seguir na tabela a ocupar a 55.ª posição com entrada em 93 destinos (menos um que em 2021). Depois seguem-se Cabo Verde na 77.ª posição (66 países), Moçambique na 81.ª posição (62 países), São Tomé e Príncipe na 83.ª posição (60 países), Guiné-Bissau na 91.ª posição (52 países) e, surpreendentemente, Angola – como o pior da lusofonia – a ocupar a 93.ª posição com um passaporte que permite a entrada em 50 destinos.

      O Japão, juntamente com a cidade-Estado Singapura, partilham o topo do ranking com passaportes que garantem acesso sem visto ou com visto à chegada em 192 destinos. Alemanha e Coreia do Sul ocupam o segundo lugar (com 190 países) e a fechar o pódio surgem a Finlândia, a Itália, o Luxemburgo e a Espanha (com entrada em 189 destinos).

      Em contrapartida, o Afeganistão continua a ser o pior colocado, com o seu passaporte apenas a permitir acesso a 26 países. Iraque (com acesso a 28 destinos) e Síria (29 países) fecham o pódio dos piores.

      Christian H. Kaelin, presidente da Henley & Partners e criador do conceito de índice de passaporte, referiu que a abertura de canais de migração será crucial para a recuperação pós-pandemia. “Passaportes e vistos estão entre os instrumentos mais importantes que impactam a desigualdade social em todo o mundo, pois determinam oportunidades de mobilidade global”, defendeu.

      O responsável acrescentou ainda, na nota de imprensa divulgada, que “as fronteiras dentro das quais nascemos, e os documentos que temos o direito de possuir, não são menos arbitrários do que a cor da nossa pele. Estados mais ricos precisam incentivar a migração interna positiva num esforço para ajudar a redistribuir e reequilibrar recursos humanos e materiais em todo o mundo”.

      O Henley Passport Index é baseado em dados fornecidos pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) e cobre 199 passaportes e 227 destinos de viagem. Devido à pandemia de Covid-19, que ainda não está controlada, muito pelo contrário, diversos países em todo o mundo têm várias restrições fronteiriças.

       

       

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