Inquérito denuncia elevados níveis de pressão e ansiedade nos residentes de Macau

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FOTOGRAFIA: GONCALO LOBO PINHEIRO

Um inquérito conduzido pela União Geral das Associações dos Moradores de Macau mostrou que quase metade dos entrevistados sentem pressão, depressão e ansiedade de nível moderado ou superior. No entanto, a maioria deles não procedeu ao pedido de assistência em relação à sua saúde emocional.

 

A União Geral das Associações dos Moradores realizou, em Novembro e Dezembro do ano passado, um inquérito por questionário online sobre o “estado de pressão e autoavaliação emocional dos residentes de Macau”, concluindo que, entre os 721 entrevistados com idade superior a 15 anos, 47% das pessoas sentem pressão e ansiedade de nível moderado ou elevado, devendo procurar ajuda profissional, recomenda o relatório da pesquisa.

A estudo adoptou o teste DASS21 de Escala de Depressão, Ansiedade e Stress, para analisar o grau de bem-estar psicológico dos entrevistados. Foi constado no resultado que a avaliação de 46,2% dos entrevistados pertence ao grupo “Normal”, 6,8% no “Leve”, 21,5% no “Moderado”, 6,94% no “Elevado”, enquanto 18,6% estão na categoria “Muito Elevado”.

De acordo com a análise da pesquisa, apesar de os entrevistados sentirem-se incomodados por certas emoções e pressões, apenas menos de 10% desse grupo procuravam ajuda, particularmente consultas profissionais. Os alvos de procura de ajuda por parte dos necessitados eram principalmente familiares e amigos e “os resultados tendiam a não ser muito eficazes”.

Além disso, o estudo apontou que os entrevistados tendem a considerar que a promoção do apoio emocional é insuficiente e esperam que os trabalhos relacionados sejam reforçados. “A perturbação emocional é sempre uma situação privada, ou seja, é um caso oculto, e será mais difícil para eles pedirem de forma activa assistência quando não tiverem acesso a informações sobre essa matéria”, lê-se na apresentação. A associação sugeriu, portanto, que o Governo explore mais canais de divulgação de conhecimentos sobre a saúde mental ao público, para evitar a ocorrência de “comportamentos extremos” devido a ajuda malsucedida.

Por outro lado, foi revelado no inquérito que os estudantes entrevistados sentem pressão de estudo, cujo indicador atingiu 7,54 pontos em 10 pontos, traduzindo um nível mais alto do que entrevistados empregados (6,33 pontos) e desempregados (6,2 pontos). Segundo análise, acredita-se que os alunos sejam afectados por factores como o avanço no estudo, a necessidade de participar em actividades extracurriculares para aumentar a sua competitividade, bem como a eventual suspensão das aulas durante a pandemia, o que trazia mais dificuldades aos alunos transfronteiriços.

Recorde-se que nos jardins de infância, escolas primárias e secundárias associadas à União Geral das Associações dos Moradores, foram recebidos mais de 140 casos de pedido de ajuda emocional durante o ano lectivo de 2019/2020, e 307 casos no ano lectivo de 2020/2021, envolvendo situações de emoções negativas e depressão persistente.

 

 

 

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