Inquérito promovido pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau para o quatro trimestre de 2021 mostra que cerca de 700 entrevistados revelaram um índice de confiança na ordem dos 75%, uma queda de 8% em comparação com o trimestre anterior. A MUST acredita que “com paciência e políticas em torno da diversificação económica”, Macau desenvolver-se-á de forma sustentável e a confiança dos consumidores sairá reforçada.
Os resultados de um inquérito promovido pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST) revelam que o índice de confiança dos consumidores de Macau para o quatro trimestre de 2021 foi de 75,75, o que representa uma queda de 6,66 pontos ou 8,08% em comparação com o trimestre anterior, que foi de 82,41.
Em comparação com o trimestre anterior, todos os seis subíndices incluídos no referido índice caíram, com o subíndice ‘Economia Local’ a cair mais, em 12,51% para 74,20 neste trimestre (84,81). O subíndice ‘Padrão de vida’ foi de 85,20, 6,59% abaixo do trimestre anterior (91,21). Já o subíndice ‘Nível de Preços’ foi de 74,59, 6,25% abaixo do trimestre anterior (79,56). Por fim, o subíndice ‘Compra de Casa’ foi de 74,32, 3,52% abaixo do trimestre anterior (77,03).
A MUST conclui que, no geral, o índice de confiança total dos consumidores de Macau no quarto trimestre de 2021 “não conseguiu continuar a tendência ascendente do trimestre anterior, com todos os seis subíndices que o compõem a diminuir”.
Em jeito de balanço, a universidade refere ainda que estando a pandemia longe de ser debelada, o ambiente externo é grave e complexo. Ao mesmo tempo, refere o inquérito, “a economia continental está a recuperar de forma instável e desigual”. Outra das coisas que abalou a confiança do consumidor de Macau foi a consulta sobre a alteração da lei do jogo. Por último, o lançamento do plano para Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, bem como o plano de cooperação entre Macau e Shenzhen, no âmbito da Grande Baía, também afectaram as tendências económicas do território.
O índice de confiança dos consumidores oscilou de um mínimo de 75,13 no primeiro trimestre para um mínimo de 68,11 no segundo trimestre, para uma subida de 82,41 no terceiro trimestre e depois para uma nova descida para 75,75 no trimestre actual. “Olhando em frente, em 2022, teremos de continuar a ser pacientes. Com políticas em torno da diversificação económica e da integração de Macau, orientando a transição da estrutura industrial de unidimensional para moderadamente diversificada, a economia de Macau desenvolver-se-á de forma sustentável e a confiança dos consumidores será reforçada e melhorada de uma forma estável”, escreve a MUST nas considerações do inquérito.
O Índice de Confiança do Consumidor é um indicador composto que quantifica a percepção dos consumidores sobre os pontos fortes e fracos da situação económica, incluindo as suas percepções subjectivas da situação macroeconómica actual e futura, emprego, níveis de preços, padrões de vida, compras de casas e investimentos em acções. É frequentemente utilizado como um indicador principal para prever as tendências económicas e de consumo.
De acordo com as regras do inquérito, o índice é fixado numa escala de 0 a 200, com 0 a significar “nada confiante”, 100 sugere “é um valor de média” e 200 a significar, obviamente, “completamente confiante”.
PONTO FINAL











