Dinis Chan
Numa interpelação escrita, apresentada ontem pelo deputado Leong Sun Iok, o membro da Assembleia Legislativa ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau reconheceu e valorizou o importante contributo de Maratona para o mercado de trabalho e a economia de turismo do território. Não obstante, o parlamentar argumentou que parece existir uma margem de manobra para melhorar a organização da prova de corrida, para que o evento alcance o seu público com mais êxito.
O deputado Leong Sun Iok interpelou ontem o Executivo quanto à optimização da Maratona Internacional de Macau, no sentido de maximizar o seu efeito socioeconómico. O deputado lembrou que a realização da 40.ª edição da Maratona Internacional de Macau, que aconteceu no mês passado, teve sucesso ao atrair 12 mil residentes e visitantes a participar. O evento é organizado oficialmente pelo Instituto do Desporto de Macau, em colaboração com a Associação Geral de Atletismo local, sob a égide da Associação Internacional de Maratonas e Corridas de Rua (AIMS). O parlamentar apontou que o evento desportivo aprofunda efectivamente a integração entre o sector de turismo e de desporto, o que corresponde aos objectivos políticos fixados nas Linhas de Acção Governativa, fomentando a economia e estimulando o desenvolvimento local.
Para o vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), que faz parte da bancada parlamentar, a Maratona possui um grande potencial de contribuição. No entanto, o deputado criticou que o regulamento da prova ainda carece de ser aperfeiçoado, designadamente as regras de competição, percursos e instalações. Leong Sun Iok frisou que, tendo em vista a aumentar o envolvimento do evento, as organizações necessitam de implementar a análise dos dados estatísticos, o posicionamento de prova, o planeamento de promoção, a melhoria das instalações complementares e a elevação da qualidade de serviços prestados.
No que toca ao tempo, o limite para os participantes da Maratona Internacional de Macau terminarem a prova é de 5 horas, enquanto a meia-maratona é de 2,5 horas, sendo que menos de 70% de participantes conseguiram terminar a prova dentro do tempo limite determinado pela própria organização. Entretanto, nas regiões vizinhas que integram também como membros da AIMS, nomeadamente, interior da China, Taipei e Hong Kong, o tempo limite indicado é, respectivamente, de 6 horas e 3 horas, e assim a maioria dos participantes podem conquistar uma medalha e ter acesso a certificado, tornando-se a prova uma “experiência sublime” de turismo. Desta forma, as corridas podem produzir um efeito positivo na promoção e atrair mais potenciais participantes a fazer parte do evento, referiu o parlamentar.
Quanto ao sistema de cronometragem, Leong Sun Iok verificou que muitas organizações internacionais a nível global fornecem ambas o tempo oficial (“gun time”) e os tempos pessoais (“chip time” ou “net time”). Já a de Macau só proporciona o tempo oficial. O deputado eleito por via directa aconselhou que os organizadores possam disponibilizar também os tempos pessoais, a fim de os participantes terem uma melhor experiência.
Relativamente aos percursos, o parlamentar sugeriu a inclusão dos elementos característicos de Macau, como a zona velha da Taipa, o centro histórico de Macau, o património mundial da UNESCO, a Cotai Strip, com o intuito de aproveitar a competição de corrida para promover o encanto da cidade onde as culturas do Oriente e Ocidente se encontram.
PONTO FINAL











