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      “A verdade torna-se ficção quando a ficção é real”, propõe José Drummond em Changsha

      Joana Chantre

      O artista plástico português José Drummond participa numa exposição de ‘media art’, intitulada “Portraying the City – Interpretation”, na cidade de Changsha, no sul da China. Com uma placa vermelha néon envolta num quarto escuro, o artista pretende interpretar essa cidade.

       

      José Drummond participa numa exposição colectiva que está a decorrer na cidade de Changsha, província de Hunan, com uma peça intitulada “The Dream of the Red Chamber”.

      A inauguração aconteceu na passada sexta-feira e a exposição está patente no Xie Zilong Photography Museum de Changsha até ao dia 16 de Janeiro. A exposição tem a curadoria de Tingxuan Yuan, Peggy Yu e Sun Qin.

      O projecto parte de um programa internacional de residência artística de ‘media art’ que culminou com a exposição “Portraying the City – Interpretation”, onde participaram no total oito artistas que estão a expor as suas obras individuais e colaborativas, desdobrando narrativas e diálogos “em três dimensões” e “envolvendo e representando a paisagem urbana”, enquanto observam e interpretam símbolos culturais. Isto tudo com a exploração e aplicação das novas tecnologias de media.

      Mantendo o seu processo criativo, os artistas incorporam as suas experiências locais e de vida nas suas obras, tentando retirar uma impressão artística da cidade. José Drummond, com a sua instalação, apresenta um quarto escuro com uma frequência de som que envolve a audiência, enquanto expõe um quadro de luzes vermelho de néon na parede central, criando visualmente uma atmosfera vermelha no espaço. A obra apresenta também, como forma de reflexo, na parede de trás, um painel LED com os caracteres ”假作真时真亦假,无为有处有还无“ que se traduzem para português como: “A verdade torna-se ficção quando a ficção é verdade; o real torna-se não real quando o irreal é real ”- uma frase da obra da literatura chinesa “O Sonho da Câmara Vermelha”.

      “Viver no presente é uma sensação tao estranha e complexa. Porque é que sentimos o que sentimos? Estamos num limbo temporal – constantemente a conjecturar sobre o passado e o futuro? Como podemos fazer sentido do contraste entre a tecnologia avassaladora e as imperfeições perfeitas na natureza? Por vezes parece que estamos num labirinto onde não só nos predemos como nos esquecemos de procurar os significados. Neste estado de desordem e ambiguidade, neste labirinto, não há entrada nem saída”, diz o artista português, com estúdio em Xangai, citado no comunicado da exposição.

      O evento, patrocinado e organizado pela C + C International Media Residency Program, tem lugar na cidade de Changsha por esta ser reconhecida como a primeira Cidade Criativa de Arte Media da UNESCO, na China.

       

      PONTO FINAL