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      UM define padrões internacionais de qualidade para a medicina tradicional chinesa

      A ideia da instituição de ensino superior é a de apoiar a diversificação moderada da economia de Macau ao mesmo tempo que cria plataformas para a cooperação internacional e promoção da normalização e internacionalização da prática. A universidade estabeleceu ainda laboratórios conjuntos com todos os três órgãos reguladores nos EUA, Europa e China continental.

       

      Duas equipas de investigação da Universidade de Macau (UM) fizeram progressos impressionantes na criação de parcerias empresariais, fomento de talentos, criação de plataformas para a cooperação internacional e promoção da normalização e internacionalização da medicina chinesa, anunciou a instituição em nota de imprensa enviada às redacções.

      As equipas, lideradas pelos professores Wang Yitao e Li Shaoping, também estabeleceram padrões de qualidade para uma dúzia de plantas medicinais chinesas em publicações oficiais, como a Farmacopeia Europeia (Ph. Eur.), a Farmacopeia dos Estados Unidos (USP) e a Farmacopeia Chinesa (ChP). A ideia passa, revelou a UM, por “apoiar a indústria da saúde em Macau e noutras partes da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau”.

      De acordo com declarações do professor Wang Yitao, citado pelo comunicado, “a UM estabeleceu uma plataforma líder mundial para inovação em pesquisa e desenvolvimento da medicina tradicional chinesa”. “A universidade também está a apoiar a indústria de saúde e indústrias de alta tecnologia com a prática como um foco inicial, explorando melhores mecanismos para colaboração indústria-academia e ganhando experiência vital para a comercialização de outros resultados de pesquisa da UM”, referiu o director do Laboratório de Referência do Estado para Investigação de Qualidade em Medicina Chinesa (SKL-QRCM-UM).

      A UM estabeleceu um centro de investigação em medicina tradicional chinesa com a China Resources, Guangzhou Pharmaceuticals e a China Academy of Chinese Medical Sciences. O centro unir-se-á ao SKL-QRCM-UM e ao Instituto de Ciências Médicas Chinesas (ICMS, na sigla inglesa) para estudar e produzir a medicina chinesa e impulsionar a comercialização dos resultados de suas pesquisas.

      O mesmo responsável adiantou ainda que a UM estabeleceu laboratórios conjuntos com todos os três órgãos reguladores nos EUA, Europa e China continental, nomeadamente a Convenção da Farmacopeia dos Estados Unidos (USPC), a Comissão da Farmacopeia Europeia (Ph. Eur. Comissão) e os Institutos Nacionais de Alimentos da China e Controle de Medicamentos, com o objectivo de estabelecer padrões para a medicina tradicional chinesa e promover a modernização e internacionalização da prática.

       

      Ervas medicinais muito especiais

       

      O professor do ICMS da UM, Li Shaoping, participa na feitura do Compêndio de Medicamentos Herbais – Painel de Especialistas do Leste Asiático do USPC desde este ano. Explica o também director adjunto do SKL-QRCM-UM que uma farmacopeia é uma colecção legalmente vinculativa de padrões e especificações para medicamentos. “O documento da USP não é apenas considerado um padrão nacional para medicamentos e suplementos dietéticos nos EUA, mas também é usado em mais de 140 países e regiões do mundo. Desde 2012, o SKL-QRCM-UM e o USPC pesquisaram e estabeleceram padrões para Panax notoginseng (Sanqi), Lycium barbarum (Goji), Cordyceps militaris, pós de Cordyceps sinensis fermentado, Galanga, Dendrobium officinale, Pogostemon cablin, Gastrodia elata e outras ervas . A USP contém actualmente os padrões para 42 ervas medicinais chinesas”.

      Li Shaoping considera que “é mais desafiador estabelecer padrões de qualidade para a medicina chinesa do que para a medicina ocidental, porque a primeira geralmente compreende centenas de compostos naturais”. “O medicamento fitoterápico chinês Panax notoginseng contém saponinas, que são compostos naturais que podem dissipar a estagnação do sangue. Portanto, o ChP lista as saponinas como um dos indicadores de qualidade do Panax notoginseng”, exemplificou.

      Ainda de acordo com o professor do ICMS da UM, a mesma erva também é usada para parar o sangramento porque contém um ingrediente activo conhecido como ‘dencichine’. Nesse sentido, esclarece, os investigadores da universidade propuseram incluir a dencichine como um indicador de qualidade para Panax notoginseng para a USP, mas alguns especialistas eram contra essa ideia. Para isso, a equipa liderada por Li Shaoping apresentou evidências de práticas clínicas, tendo convencido os mais cépticos de que tanto a denciclina quanto as saponinas deveriam ser listadas como indicadores de qualidade.

       

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