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      Início Sociedade Processo de integração das escolas públicas vai desmembrar Escola da Flora

      Processo de integração das escolas públicas vai desmembrar Escola da Flora

      A Escola Primária Luso-Chinesa da Flora vai sofrer uma divisão e deverá abandonar as actuais instalações situadas no Jardim da Flora. As secções portuguesa e bilingue deverão ser integradas na Escola Secundária Luso-Chinesa Luís Gonzaga Gomes, enquanto a secção chinesa será absorvida pela Escola Primária Oficial Luso-Chinesa Sir Robert Ho Tung, ambos estabelecimentos mesmo ali ao lado. O PONTO FINAL sabe que, para o jardim, está a ser equacionada a possível instalação de uma “escola inclusiva só para ensino especial”. Os pais e encarregados de educação estão tranquilos, mas expectantes em relação ao futuro.

       

      Da latitude 22,1999° e longitude 113,5509° para a latitude 22.1982° e longitude 113.5482°. A Escola Primária Luso-Chinesa da Flora vai ser integrada na Escola Secundária Luso-Chinesa Luís Gonzaga Gomes a partir do próximo ano lectivo. A mudança, para um punhado de metros à frente na mesma rua, faz parte de um plano anunciado pela Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) no âmbito da reestruturação de alguns jardins de infância e escolas primárias do território que foi levemente anunciado na reunião conjunta do Conselho do Ensino Superior, o Conselho de Educação para o Ensino Não Superior e o Conselho de Juventude.

      A DSEDJ tem avançado muito pouca informação sobre o processo de integração em curso. Esse “segredo” deixa alguns pais um pouco aborrecidos, como é o caso de Júlio Jatobá. “Parece-me que é uma grande confusão desnecessária. É um assunto que, se fosse tratado de forma mais directa, os pais não ficariam tão preocupados. Essa sensação do ‘ouvi dizer que’ é muito negativa. É um mistério desnecessário, até porque já existe há quatro anos uma cooperação entre as duas escolas”, disse o encarregado de educação ao PONTO FINAL.

      Júlio Jatobá, contudo, não vê, até ao momento, qualquer problema na mudança, apesar da pouca informação que tem em sua posse. “Não vejo problema nenhum num sistema de escola integrada. Eu próprio também estudei assim. O que acho é que o Governo está a criar um reboliço por uma questão muito pequena. Se já está decido que as escolas serão integradas, então não há problema algum em dizer, até para facilitar a vida aos pais. A escolha de uma escola não pode ser feita em semanas ou até mesmo num mês. Um mistério desnecessário”.

      A mãe Paula Cruz também está expectante quanto ao futuro da sua filha, actualmente no jardim de infância da Escola Primária Luso-Chinesa da Flora. “Eventualmente, se ela continuar ali na escola primária, preferia que se mantivesse no mesmo espaço”, começou por dizer ao PONTO FINAL.

      A portuguesa assume que ainda não sabe muito bem que tipo de alterações estão em marcha, para além da mudança do espaço físico. “Questiono como será feita a divisão desse espaço [Escola Secundária Luso-Chinesa Luís Gonzaga Gomes] face a um número de miúdos mais elevado e de idades completamente diferentes”, notou, desabafando que “de certa forma perde-se um ambiente muito mais familiar”.

      Uma outra mãe, também ouvida pelo nosso jornal, referiu, pedindo anonimato, que “é uma pena a escola sair daquele espaço sossegado”. Contudo, nem tudo é negativo. A Escola Secundária Luso-Chinesa Luís Gonzaga Gomes fica muito perto, por isso a mudança “não vai alterar as rotinas das pessoas”, acrescentou, reiterando que “uma escola dentro de um jardim é fantástico”.

       

      Divisões e ensino especial

      O PONTO FINAL sabe, no entanto, que apenas as secções portuguesa e bilingue da Escola Primária Luso-Chinesa da Flora serão integradas na Escola Secundária Luso-Chinesa Luís Gonzaga Gomes. A secção chinesa vai ser reencaminhada para Escola Primária Oficial Luso-Chinesa Sir Robert Ho Tung.

      O edifício que alberga a Escola Primária Luso-Chinesa da Flora deverá ser remodelado e reajustado para receber a “nova escola inclusiva para ensino especial” que o chefe do departamento do Ensino Não Superior da DSEDJ, Wong Ka Ki, anunciou na reunião conjunta do Conselho do Ensino Superior, o Conselho de Educação para o Ensino Não Superior e o Conselho de Juventude.

      Para além de proporcionar mais recursos e mais conveniência, o processo idealizado pela DSEDJ pretende resolver a falta de salas de aula.

      Contactada pelo PONTO FINAL, a DSEDJ prometeu responder às questões entretanto enviadas por e-mail, mas até ao fecho desta edição tal não aconteceu.

      A Escola Primária Luso-Chinesa da Flora abriu portas a 22 Agosto 1995, já durante os últimos anos da Administração Portuguesa do território, com ensino em português e chinês. O jardim de infância só surgiu mais tarde, em 2005, apenas com a secção portuguesa.

       

      PONTO FINAL