A taxa de vacinação entre os idosos mantém-se baixa. Ao PONTO FINAL, responsáveis da Santa Casa da Misericórdia de Macau (SCMM) e da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC) falaram sobre os esforços na promoção da vacinação junto da terceira idade.
Recorde-se que, na conferência de imprensa das autoridades de saúde de 18 de Novembro, os responsáveis assinalaram que a taxa de vacinação no território “continua muito baixa” entre os idosos: 57,8% entre os 60 e os 69 anos, 37,1% entre os 79 e os 79 anos e 12,2% para o grupo de pessoas com idade igual ou superior a 80 anos.
Actualmente, dos 98 idosos que residem nos lares da SCMM, apenas 15 receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19, revelou a secretária-geral da instituição, Gisela Nunes. A vogal da Comissão para os Assuntos do Cidadão Sénior explicou ao PONTO FINAL que uma parte dos idosos não administram a vacina porque “muitos sofrem de por doenças crónicas, como tensão arterial elevada e doenças cardiovasculares”, por conseguinte, sob o aconselhamento médico, não arriscam. A responsável frisou que “os idosos residentes dos lares da SCMM que possuem condição para a vacinação já estão todos vacinados”. O Lar de Nossa Senhora da Misericórdia oferece guarida aos cidadãos idosos em situação de necessidade. A representante da instituição apontou que 87% dos funcionários já estão inoculados.
Apesar de a maioria dos funcionários estar em condições para ser vacinada, ainda há uma pequena parte que não quer administrar a vacina por motivos pessoais. Por outro lado, uma parte de funcionários que são trabalhadores não-residentes (TNR) que residem em Zhuhai, todos os dias têm de fazer viagem entre o interior da China e Macau e, de acordo com as medidas de prevenção e controlo epidémico, devem possuir obrigatoriamente o certificado de resultado negativo do teste de ácido nucleico nos últimos sete dias. Ou seja, independentemente de estarem vacinados ou não, têm de fazer o teste de ácido nucleico e apresentar o atestado de sete em sete dias, o que faz com que não sintam urgência de receber a vacina. No entanto, Gisela Nunes considera que esta não é uma solução conveniente e acredita que, mais cedo ou mais tarde, vão ter de aceitar a vacinação.
Jorge Fão, presidente da Mesa da Assembleia Geral da APOMAC também referiu uma situação semelhante: “O pessoal que trabalha na APOMAC está todo vacinado, com raríssimas excepções devido à saúde”. No entanto, em relação da taxa de vacinação dos associados, o fundador da associação confessou que não tem dados, já que “não lhes fica bem indagar”. Porém, Fão crê que “seja um número elevado”.
Ao questionar as associações sobre se estão a realizar acções para promover a vacinação entre os idosos, ambos os responsáveis deram respostas positivas. “Promovemos a vacina por via SMS junto de sócios e via painel luminoso à entrada da APOMAC”, disse o responsável da associação que defende os interesses dos aposentados. Quanto à SCMM, a vogal disse que a instituição já organizou sessões de apresentação, para consciencializar os idosos sobre a importância da vacinação.
A secretária-geral destacou: “Macau é uma cidade pequena, os boatos populares circulam facilmente, tornando-se virais na comunidade”. Gisela Nunes admitiu que é verdade que alguns idosos se preocupam com os efeitos adversos e secundários, mas salientou que, com uma informação adequada, pode-se colmatar a lacuna do conhecimento e acabar com todos esses rumores.











