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      Início Sociedade Poluição emitida em Ká-Hó reduzida em cerca de 76%

      Poluição emitida em Ká-Hó reduzida em cerca de 76%

      Os dados foram ontem divulgados pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental e revelam que o volume de partículas poluentes emitido pela fábrica de cimentos e pela central eléctrica naquela localidade de Coloane.

       

      A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) anunciou ontem em comunicado de imprensa enviado às redacções que as medidas de melhoria das fontes fixas de poluição atmosférica implementadas no território “tiveram um resultado significativo”.

      Após a análise e avaliação da implementação de diversos diplomas legais, a DSPA estima que, por exemplo, o volume de partículas poluentes emitido pela fábrica de cimentos e pela central eléctrica na zona de Ká-Hó, em Coloane, tenha sido reduzido em cerca de 76%.

      Ao mesmo tempo, nos últimos anos, o volume de compostos orgânicos voláteis emitidos pelos postos de abastecimento de combustíveis e pelos terminais de combustíveis, também em Ka-Hó, reduziu em cerca de 63%. Também os volumes de dióxido de enxofre e de óxidos de azoto emitidos pelas centrais eléctricas diminuiram, respectivamente, cerca de 70% e 52%.

      A DSPA tem vindo a lançar diversas normas de emissão de poluentes atmosféricos e regulamentação de fiscalização em relação aos principais estabelecimentos industriais e comerciais. Nesse bolo estão os estabelecimentos industriais de produção de cimento, as estações de tratamento de águas residuais, os estabelecimentos industriais de produção farmacêutica, aqueles que são de produção de laminados de cobre e de processamento de plástico, os terminais de combustíveis, bem como as centrais eléctricas e aos postos de abastecimento de combustíveis, entre outros. “A par da implementação gradual dos diplomas legais, os estabelecimentos regulados concretizaram as respectivas medidas de melhoria, no sentido de reduzir a emissão dos principais poluentes atmosféricos”, pode ler-se no mesmo comunicado.

      A redução de emissão de poluentes atmosféricos contribui positivamente para a melhoria da qualidade do ar, conclui a DSPA. “Analisados os dados dos poluentes atmosféricos ambientais de Macau, monitorizados de forma regular por todas as estações de monitorização da qualidade do ar nos últimos anos, resulta que, após a implementação dos referidos diplomas legais, a concentração da maioria dos poluentes atmosféricos reduziu-se consideravelmente e, de entre eles, o volume médio de dióxido de enxofre registou uma redução de cerca de 66% nas estações de monitorização, sendo o poluente atmosférico ambiental com a maior descida; as partículas inaláveis em suspensão (PM2,5), o monóxido de carbono e as partículas inaláveis em suspensão (PM10) desceram cerca de 44%, 40% e 23%, respectivamente”.

      A DSPA promete continuar a aperfeiçoar os trabalhos de controlo de emissão das fontes fixas de poluição atmosféricos com base na realidade, protegendo ainda melhor a qualidade do ambiente e a saúde da população.

      Recorde-se que, devido à pandemia de Covid-19, a qualidade do ar em Macau melhorou em 2020, quando comparado com 2019. Um relatório divulgado pelos Serviços Meteorológicos e Geofísicos, na altura, concluiu que a qualidade do ar em Macau registou melhorias, sobretudo a partir da segunda metade do ano.

       

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