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      Quarentenas não atraem turistas, admitiu a directora dos Serviços de Turismo  

      Maria Helena de Senna Fernandes falou à margem da apresentação da 10.ª edição da Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau, que terá lugar entre os dias 23 e 25 de Setembro, no Venetian Macao, constatando que “é difícil convencer turistas internacionais para virem a Macau nessas condições”. A responsável reiterou que a prioridade das autoridades continua a ser o mercado do interior da China.

       

      A directora dos Serviços de Turismo (DST) admitiu, na passada sexta-feira, que é difícil convencer turistas internacionais a visitar Macau com quarentenas. Maria Helena de Senna Fernandes falou à margem da apresentação da 10.ª edição da Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau (MITE), que terá lugar entre os dias 23 e 25 de Setembro, no Cotai Expo, do Venetian Macao. “Neste momento, para turistas internacionais, a primeira aposta é naqueles que residem na China. Esses não precisam de quarentena. Se pudermos fazer algo mais com turistas internacionais que não residem na China, assim faremos, mas, neste momento, infelizmente, continuamos a ter necessidade de quarentena. É difícil convencer turistas internacionais para virem a Macau nessas condições”, admitiu.

      Maria Helena de Senna Fernandes explicou que é preciso continuar a promover Macau em toda a parte, para que quando as quarentenas deixarem de existir, as pessoas se lembrem de Macau. “Temos de começar a preparar as coisas para o dia em que as quarentenas caírem. Temos de fazer o nosso trabalho para divulgar Macau, porque as pessoas têm de continuar a ter Macau nas suas cabeças. Temos de atrair as pessoas na China e incentivar as pessoas a ter novidades sobre Macau”, referiu, acrescentando ser necessário manter uma “janela” aberta para manter Macau no mapa internacional.

      Singapura ou até mesmo Hong Kong começam a revelar vontade de baixar ou retirar quarentenas, num claro regresso à normalidade em convivência com o vírus. Isso é um problema para Macau, sugeriu a macaense, principalmente ao nível da concorrência. “Reconhecemos o problema da concorrência, mas também temos responsabilidades junto dos nossos residentes. É difícil manter o equilíbrio entre um e outro, mas claro que continuamos a observar o mercado.”

      Está preocupada? “Sou sempre muito optimista, mas o optimismo não surge sem qualquer base. Temos de fazer o nosso trabalho com cuidado, muitos atentos ao que está a acontecer ao nível mundial”, notou a directora dos Serviços de Turismo, reiterando, com “confiança”, que Macau continua um território muito atractivo.

      Sobre as previsões das autoridades para a Semana Dourada de Outubro, Maria Helena de Senna Fernandes reconhece ser difícil fazer projecções neste momento, devido a um contexto de permanente incerteza, mas admitiu que as expectativas poderão estar acima da média das 20 mil visitas diárias.

       

      MITE APRESENTA-SE COM ALGUMAS NOVIDADES

       

      Sob o mote “Um brinde à 10.ª MITE”, a edição deste ano terá sete destaques destinados a aprofundar a integração intersectorial “turismo +”, e a apoiar a indústria turística e sectores relacionados a promover intercâmbio e cooperação, para explorar em conjunto oportunidades de negócio.

      No discurso de apresentação da décima edição da MITE, Maria Helena de Senna Fernandes constatou “o sucesso da candidatura no ano passado para a Expo de Turismo ser um evento internacional certificado pela UFI – Associação Global da Indústria de Exposições, coincidindo com o décimo aniversário do certame assinalado nesta edição, e constituindo um forte incentivo para continuarmos a optimizar e a inovar, a elevar a qualidade e a eficiência. Através da Expo de Turismo, Macau desempenha as suas vantagens únicas e o seu papel de plataforma, aprofundando a integração intersectorial de “turismo +”, enriquecendo a sua oferta como centro mundial de turismo e lazer, e contribuindo para o desenvolvimento da diversificação adequada da economia”.

      A MITE volta a combinar uma série de actividades “em nuvem” com o certame presencial, para promover a integração intersectorial de “turismo +”, apoiar os operadores turísticos na exploração de oportunidades de negócio online e em pessoa, e dinamizar o turismo e a economia. O certame deste ano ocupa uma área de cerca de 23.000 metros quadrados e conta com mais de 842 stands. Os expositores e compradores participarão na expo online e offline, sendo que, até agora, contavam-se um total de 471 expositores inscritos, incluindo 197 de Macau, 247 do interior da China, e 27 online (24 expositores internacionais e três expositores do interior da China) para participar no certame, a par com 286 compradores, incluindo 221 compradores presenciais e 65 compradores online.

      Este ano, o evento – que é reconhecido e certificado pela UFI – Associação Global da Indústria de Exposições – terá sete destaques e continuará a adicionar novos elementos para aprofundar a integração intersectorial de “turismo +”, incluindo o enriquecimento das iniciativas “em nuvem”, a estreia dum Pavilhão da Lusofonia, duma zona de exposição da “Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”, dum Pavilhão Macau como Destino de Casamento, e a participação pela primeira vez do Pavilhão do Museu do Palácio. Na zona de exposição da indústria turística de Macau, além da “Rua de Macau”, contará ainda com pavilhão do “COTAI Strip” pela primeira vez. O certame continuará a promover produtos culturais e criativos de Macau, e a contar com uma área para demonstrações culinárias de Cidades Criativas de Gastronomia e o Pavilhão da Gastronomia, entre outros, apresentando um programa diversificado e colorido.

       

      PONTO FINAL