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      Funcionário de hotel tinha centenas de vídeos e fotografias tirados por baixo da saia de mulheres

      Joana Chantre 

      O funcionário de um hotel no Cotai foi apanhado em flagrante e denunciado por uma colega depois de ter tirado fotografias por baixo da sua saia. Depois da investigação, as autoridades policiais descobriram que o homem tinha 130 fotografias e 280 vídeos do género.

       

      Um administrativo de um hotel na zona do Cotai foi apanhado por uma colega a tirar fotografias e a fazer vídeos por baixo da sua saia. O caso foi detalhado ontem, na conferência de imprensa das autoridades policiais. Segundo o porta-voz do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), a vítima fez queixa do colega na terça-feira, alegando que, enquanto estava sentada na cantina do hotel, o suspeito estava sentado na mesa da frente a olhar fixamente e a segurar o telemóvel na sua direcção.

      A mulher apercebeu-se de que estava a ser filmada ou fotografada e alertou os seguranças do hotel, que chamaram a polícia. Chegada ao local, a polícia falou com o homem suspeito e confiscou-lhe o telemóvel, tendo mais tarde descoberto não apenas fotografias da vítima tiradas por debaixo da mesa, mas também cerca de 130 fotografias e 280 vídeos de pernas de mulheres no seu computador pessoal.

      Isto fez a polícia crer que estariam envolvidas várias vítimas e verificou-e que o homem filmava e fotografava mulheres por baixo da saia desde 2009, pelo menos. O homem assumiu o acto, justificando que gostava das pernas das mulheres. O suspeito, de 30 anos, usava dois telemóveis, um para filmar e outro para fotografar, indicaram as autoridades.

       

      Grupo de cinco indonésios emprestava dinheiro de forma ilegal

       

      Quatro indonésios, trabalhadores não-residentes no território, foram detidos pelas autoridades depois de terem sido acusados por sete compatriotas, todas elas mulheres, de que eles lhes teriam emprestado dinheiro em condições ilegais.

      Segundo explicaram as autoridades policiais, as sete vítimas queixaram-se à polícia de que teriam pedido emprestado dinheiro a esse grupo de indonésios que promoviam esse serviço apenas entre a sua comunidade. Os empréstimos, explicaram, funcionavam com a premissa de que teriam de pagar uma taxa de 30% todos os meses, na altura da devolução da quantia. As queixosas alegaram também que uma das condições era que tinham de lhes entregar os seus documentos de identificação, nomeadamente o passaporte, até devolverem o dinheiro.

      As vítimas terão justificado que aceitaram estas condições, no entanto, o problema surgiu quando, ao devolver o dinheiro, o grupo não só não lhes devolveu o passaporte, como também lhes pediu que pagassem para devolverem o documento.

      Entre os suspeitos estão três mulheres, com idades entre 29 e 38 anos. Uma delas, que trabalha como massagista, dispunha do dinheiro para os empréstimos. Os outros elementos tinham a função de angariar os clientes.

      Os quatro suspeitos confessaram o crime à polícia e foram acusados do crime de usura e de detenção indevida de documentos. O quinto suspeito encontra-se ainda em fuga. Depois de uma busca à casa dos suspeitos, foram encontrados os passaportes de apenas duas das vítimas. As autoridades acreditam que, durante este negócio, o grupo chegou a ganhar entre 80 a 100 mil patacas, mas o paradeiro do dinheiro não é conhecido.