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      Uma luz ao fim do túnel em forma de um novo sistema de esterilização

      Joana Chantre

      A empresa Mr. Chan Logistics, encabeçada por Alberto Bettencourt, começou desde sexta-feira a fornecer ao Jardim de infância Dom José da Costa Nunes uma esterilização de ionização através de lâmpadas UV-C, que emitem radiações com o objectivo de eliminar todos os fungos e micróbios que existem no espaço e que possam ser prejudiciais às pessoas. Uma esterilização que, segundo o empresário, destrói toda a matéria orgânica e micro-organismos, sem deixar resíduos. A empresa, que de momento realiza trabalhos de voluntariado com o equipamento, procura continuar a trabalhar com o germicida em Macau.

       

      A Mr. Chan Logistics, é uma empresa de logística, mas também de inovação e tecnologia, constituída em 2017 por Alberto Bettencourt, um português radicado em Macau há pouco mais de duas décadas, e também por sócios chineses. A empresa neste momento procura desenvolver a oferta de mais um produto: um programa de esterilização de espaços, utilizando lâmpadas ultravioleta com a frequência C.

      Como primeiro cliente de escala maior, a empresa começou com o Jardim de Infância Dom José da Costa Nunes, na passada sexta-feira, que teve as suas instalações “tratadas” com esta tecnologia de lâmpadas ultravioleta para efeitos de tornar o ambiente mais seguro para as crianças antes do começo das aulas.

      “Esta empresa foi criada na sequência de uma outra empresa que eu tinha, que foi criada em 2007 que é a MCM Media Ltd (‘Marketing’, ‘Communications’ e ‘Management’) que basicamente trouxe-nos alguma inovação e algumas parcerias com a China e países de língua portuguesa”, começa por explicar ao PONTO FINAL Alberto Bettencourt. Mais tarde, foi fundada a Mr. Chan.

      Betterncourt explica que a ideia de começar a usar lâmpadas ultravioletas para esterilizar espaços teve por base um encontro que teve com um médico cientista que solicitou os serviços de logística da empresa para esterilizar o hospital de campanha onde trabalhava. “O médico falou comigo e pediu-nos se poderíamos assisti-lo porque o seu hospital estava com dificuldades em embarcar as tais lâmpadas que tinha encomendado da China”, explica Bettencourt, acrescentando que, ao ficar a conhecer aquele tipo de equipamento, começou a recolher informação sobre esta tecnologia da qual, até ali, ainda não tinha ouvido falar.

      Assim, Bettencourt trouxe o equipamento do continente e embarcou-o para o tal hospital de campanha. “A partir daqui eu comecei-me a interessar por este equipamento, porque me apercebi de que isto era muito importante para um hospital de emergência de saúde pública” assinala. Este equipamento é à base de lâmpadas e tem uma uma tecnologia que elimina todas as bactérias inerentes no ambiente, em todas as superfícies. “Basicamente destrói DNA, micro-organismos, sejam eles do vírus do Covid-19 ou outros”, explica.

      A tecnologia usada não é nova. A esterilização com luz ultravioleta já é aplicada desde o início do século passado para inactivar germes, como no tratamento de água e em locais onde a esterilização é necessária, como nos hospitais.

      “Portanto, quando esse médico fez a encomenda, eu aproveitei para pedir mais equipamento com o objectivo de ficar em ‘stock’, em caso de o cliente precisar de mais, pois eu tinha total confiança que através de Macau, eu tinha a possibilidade de poder enviá-los outra vez”, lembra Bettencourt, que acrescenta que pouco tempo depois o médico o autorizou a usar o equipamento para espaços em Macau.

      O empresário certifica que esta tecnologia é a única no mundo que pode eliminar o vírus Covid-19: “Não existe mais nenhum sistema, corrosivo, de vapores, de líquidos que o possa fazer com esta eficácia”, descreve, acrescentando: “Porém, não tem sido utilizado numa situação de maior eficácia porque não existe nenhuma empresa em Macau que se especialize a usar o equipamento, porque isto requer uma formação e gestão de risco”.

      Bettencourt explica que o sistema funciona através da emissão de radiações. “Nas zonas de radiação, de ionização, têm de ser retirados todos os seres vivos, como os animais, plantas, peixes. Não por ser tóxico, mas por ter uma radiação ultravioleta que queima, elimina e destrói todas as matérias orgânicas e material microscópico, inclusive a nossa pele e os nossos olhos, que se estiverem expostos a esta radiação são queimados também”, refere. “É a mesma lógica do raio-X, que é uma tecnologia que nos ajuda muito, porém, temos de nos proteger e saber usá-la devidamente”, ressalva.

      Alberto Bettencourt indica que neste momento não tem nenhum cliente, no entanto tenciona prestar este serviço de esterilização a certos espaços ou instituições em Macau, em modo de voluntariado. “Na sexta-feira, foi a primeira vez que o fizemos numa escala maior, fizemos a nossa campanha de ionização no Jardim de Infância Dom José da Costa Nunes”, assinala.

      Bettencourt explica que, como tem o seu filho a frequentar esta instituição e como tem o material parado nos seus armazéns, juntou o “útil ao agradável” e decidiu oferecer um programa de desinfecção das instalações, sem custos financeiros ao jardim de infância.

       

       

      PONTO FINAL

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