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      Início Política Hotéis designados preocupados com novas orientações de circuito fechado do Governo

      Hotéis designados preocupados com novas orientações de circuito fechado do Governo

      A partir de agora, os hotéis designados para observação médica terão de fazer a sua gestão em regime de circuito fechado. Ou seja, os trabalhadores em funções “de alto risco” terão de ficar alojados no hotel enquanto estão de serviço. Depois de terminarem o período de serviço, os trabalhadores têm de continuar isolados mais três ou sete dias e não poderão atravessar a fronteira para Zhuhai imediatamente. O PONTO FINAL sabe que os responsáveis dos hotéis designados estão preocupados, uma vez que, na sua opinião, são medidas demasiado exigentes para unidades hoteleiras e trabalhadores.

      Na noite de sábado, os responsáveis dos hotéis designados para observação médica foram chamados para uma reunião com a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) e com os Serviços de Saúde, onde lhes foram dadas novas instruções que dizem que estas unidades hoteleiras terão de passar a funcionar em circuito fechado.

      Segundo explicou a DST ao PONTO FINAL, as novas orientações impostas aos hotéis designados têm por base indicações dos Serviços de Saúde e prevêem que os trabalhadores em funções “de alto risco” tenham de ser alojados nesse hotel ou em outro local designado enquanto estão de serviço. Esses trabalhadores terão de estar totalmente separados dos outros funcionários do hotel.

      Ao PONTO FINAL, fonte de um dos hotéis designados que não quis ser identificada disse que os trabalhadores são obrigados a ficar na unidade hoteleira onde trabalham e esses hotéis terão de arcar com as despesas relativas ao alojamento dos trabalhadores e refeições, por exemplo. Estes trabalhadores em funções “de risco” vão desde funcionários da recepção, seguranças, recolhedores de lixo e técnicos que tenham de entrar nos quartos para quarentenas para fazer reparações, por exemplo.

      No domingo, os responsáveis das unidades hoteleiras designadas tiveram de apresentar uma lista com os nomes de todos os funcionários em funções “de risco” e na segunda-feira os códigos de saúde desses trabalhadores já ficou amarelo.

      Segundo a DST, o número de dias de serviço de cada trabalhador em funções de risco é definido pela própria unidade hoteleira. Porém, quando completado esse período, se não se tiverem registado casos de Covid-19 nesse hotel, os trabalhadores em regime de circuito fechado terão de permanecer em isolamento mais três dias, sendo que nos 11 dias seguintes a terem abandonado o hotel não poderão atravessar a fronteira para Zhuhai.

      Caso se tenham registado casos de Covid-19 no hotel em causa, os funcionários em regime de circuito fechado terão de ficar em isolamento no quarto mais sete dias após os dias de serviço. Neste caso, depois desses sete dias, terão de esperar mais outros sete dias até serem autorizados a passar a fronteira para Zhuhai.

      De acordo com a mesma fonte não identificada ligada a um hotel designado, durante os dias em que os trabalhadores estão impedidos de passar a fronteira para Zhuhai estes terão de ficar em Macau em regime de auto-gestão de saúde, o que, segundo o próprio, deixa hotéis e trabalhadores numa situação complicada, uma vez que os trabalhadores que moram no interior da China vão ter de continuar hospedados no hotel, o que reduz a quantidade de quartos disponíveis para quarentenas.

      A medida está a provocar mal-estar junto dos hotéis designados. A mesma fonte garantiu que todas as unidades hoteleiras de observação médica vão cumprir as orientações que lhes foram dadas. No entanto, estes hotéis estão preocupados com os efeitos que estas medidas possam vir a ter. “A maioria dos hotéis [designados] disse ao Governo que estavam preocupados, uma vez que estas não são medidas práticas e exequíveis para os trabalhadores dos hotéis”, disse.

      A situação “é muito preocupante”, já que, segundo a fonte, muitos dos trabalhadores não estão dispostos a ficar em isolamento durante o período de serviço e a não poderem passar a fronteira para Zhuhai. As unidades hoteleiras estão preocupadas já que terão de dar incentivos aos trabalhadores para que estes desempenhem as funções “de risco”.