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      Início Desporto Projecto para formação de atletas de elite beneficiou mais de 300 desportistas

      Projecto para formação de atletas de elite beneficiou mais de 300 desportistas

      O Projecto de Apoio Financeiro para Formação de Atletas de Elite beneficiou, desde 2014, mais de 300 atletas, informou o Instituto do Desporto (ID). Numa interpelação escrita, Sulu Sou perguntou se Macau poderia vir a participar nas cerimónias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de Pequim, mas o ID afastou essa possibilidade, uma vez que a RAEM não é membro do Comité Olímpico Internacional.

      O Instituto do Desporto (ID) informou que o Projecto de Apoio Financeiro para Formação de Atletas de Elite, lançado em 2014, beneficiou um total de mais de 300 atletas, sendo que mais de 900 pessoas se registaram. Por outro lado, no mesmo ano o Governo lançou o Projecto de Apoio Financeiro para a Formação de Atletas de Elite Reformados, mas apenas seis atletas de elite aposentados aderiram a esta iniciativa.

      As informações surgiram numa resposta do ID a uma interpelação escrita apresentada pelo deputado Sulu Sou, que lembrou que, em 1989, o Comité Olímpico de Macau requereu a adesão aos Jogos Olímpicos, mas esta foi reprovada. Mais tarde, a carta olímpica foi alterada, deixando de se admitir a adesão de entidades não soberanas. Ainda assim, Sulu Sou recordou que, nos últimos anos, a Administração Geral Estatal do Desporto e o Comité Olímpico Chinês têm apoiado Macau na adesão aos Jogos Olímpicos.

      Por isso, o deputado quis saber qual o ponto de situação e se “existem condições para que os atletas representantes de Macau sejam convidados a participar, pelo menos, nas cerimónias de abertura e de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno, a realizar na capital nacional, no próximo ano”.

      Pun Weng Kun, presidente do ID, respondeu que após a fundação do Comité Olímpico e Desportivo de Macau, China, foi apresentado um pedido de filiação no Comité Olímpico Internacional, porém ainda não foi aprovado. Assim, o ID esclarece que, “não sendo membro do Comité Olímpico Internacional, o “Comité Olímpico e Desportivo de Macau, China, não pode participar nos Jogos Olímpicos de Verão e de Inverno”.

      Na interpelação, o democrata pediu ainda que o Governo criasse um regime de formação sistemática para os jovens atletas e, além disso, que melhorasse o planeamento de terrenos destinados a instalações desportivas urbanas e aproveitasse melhor o Centro de Formação e Estágio de Atletas.

      Pun Weng Kun garantiu que o ID “tem vindo a apoiar e a promover junto das associações desportivas a criação de jovens atletas e a estabelecer a cooperação com as associações desportivas na criação de diferentes sistemas de formação, de modo a formar mais reservas das selecções para o desporto de alto rendimento”.

      Além disso, o responsável do ID notou que, com a entrada em funcionamento do Centro de Formação e Estágio de Atletas, a instalação acolhe neste momento atletas de 14 modalidades desportivas para a realização de treinos regulares e de aptidão física.

      “De acordo com a situação real das diferentes modalidades desportivas, proceder-se-á à organização faseada das formações, esperando-se que com um bom ambiente de formação e de apoio da medicina desportiva, os atletas possam concentrar-se nas formações, por forma a atrair a adesão de atletas com potencialidade na equipa de atletas especializadas e articular com o desenvolvimento a longo prazo do desporto de alto rendimento de Macau”, acrescenta a resposta de Pun Weng Kun.

      O presidente do ID assinalou também que, no que toca ao planeamento das instalações desportivas, quando o Governo realiza renovação urbana ou planeamento de projectos, “o ID apresenta as suas opiniões e sugestões aos serviços responsáveis pela implementação do projecto, de forma a articular com as necessidades do desenvolvimento urbano, aumentar adequadamente os espaços desportivos e satisfazer as necessidades dos atletas e residentes pelos espaços desportivos”.