A Coreia do Norte convocou uma sessão parlamentar, em 28 de Setembro, para adoptar leis relacionadas com a educação dos jovens ou para aprovar emendas ao plano económico, noticiou ontem a agência estatal KCNA.
O anúncio surgiu numa altura em que a Coreia do Norte, cuja economia está a ser duramente atingida pela pandemia da covid-19, está a enfatizar a importância da educação ideológica para os jovens, a fim de erradicar “práticas não socialistas”, indicou.
A sessão de 28 de Setembro vai também debater “a alteração e implementação da lei do plano económico” da Coreia do Norte.
No início do ano, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, reconheceu que os resultados do último plano quinquenal “ficaram muito aquém das expetativas” e, em abril, que o país, sob sanções internacionais e o impacto da pandemia, estava a viver um dos piores momentos económicos desde os anos 90.
Embora o regime tenha falado no reforço da autossuficiência económica para ultrapassar a recessão, nos últimos meses as importações da China, essenciais para a Coreia do Norte, mostraram sinais de recuperação após uma queda de 68% em 2020 devido ao fecho das fronteiras, num medida para tentar impedir a entrada do novo coronavírus.
A sessão de Setembro deverá também abordar questões organizacionais, uma área que promete atrair a atenção de muitos analistas após a aparente despromoção, neste verão, de Ri Pyong-chol, um dos cinco membros da presidência do comité central do partido único, o órgão mais poderoso do país.
Para muitos especialistas, a aparente demissão forçada de Ri parece dever-se a um problema na gestão das reservas alimentares do exército. Embora a Assembleia Popular Suprema afirme ser o órgão legislativo do país, a sua função é realmente apoiar automaticamente as decisões tomadas por Kim Jong-un.
Normalmente reúne-se uma vez por ano para tratar de assuntos orçamentais e organizacionais, embora sob a liderança de Kim tenha realizado excecionalmente duas sessões em 2012, 2014 e 2019.
A reunião de 28 de Setembro vai ser segunda sessão deste ano da Assembleia, que já se reuniu em janeiro para subscrever as decisões adotadas no último congresso do partido.











