A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) vai continuar a apostar na educação do amor à pátria. Foi o que garantiu o Governo ao deputado Mak Soi Kun que, numa interpelação escrita, pediu ainda mais esforços às autoridades para “cultivar uma nova geração de patriotas”.
O deputado mais votado nas eleições legislativas de 2017 citou, na interpelação, o Presidente chinês, Xi Jinping, para dizer que há que “aprender com a história”. “Temos de aprender com a história se queremos melhorar a educação patriótica, especialmente a educação patriótica dos jovens, e cultivar uma nova geração de patriotas”, afirmou Mak Soi Kun.
Mak Soi Kun referiu-se aos protestos pró-democracia de Hong Kong e disse mesmo que estes foram provocados pela “falta de consciência da importância de melhorar, atempadamente, a educação patriótica, especialmente a censura das descrições históricas nos manuais escolares e a formação de professores”.
Por isso, o deputado propôs: “Há que criar um ambiente para cultivar uma nova geração de jovens patriotas, para que estes tenham sentido de patriotismo e amor por Macau, com vista a assegurar que o princípio ‘Um País, Dois Sistemas’ não seja, na prática, desfigurado e deformado”. Assim, Mak Soi Kun pediu que se faça uma avaliação à actual situação da educação patriótica em Macau.
DSEDJ VAI CONTINUAR A APROFUNDAR EDUCAÇÃO DO AMOR À PÁTRIA
Na resposta, assinada por Teng Sio Hong, subdirector da DSEDJ, o organismo garante que “acompanha a evolução dos tempos” e “continua a rever e a aprofundar os trabalhos da educação do amor pela pátria e por Macau”. As autoridades dizem que a maioria dos cursos superiores das universidades locais já contempla conteúdos sobre a Constituição da República Popular da China e sobre a Lei Básica de Macau.
Por outro lado, através das políticas para a educação e juventude para esta década, será promovida a educação do amor pela pátria e por Macau e serão aprofundados os conhecimentos sobre “o espírito da Constituição e da Lei Básica, bem como sobre a importância da segurança nacional”.
A DSEDJ diz também que tem editado materiais didáticos para apoiar as escolas. Por exemplo, o material didático da disciplina de Educação Moral e Cívica contém capítulos específicos sobre o desenvolvimento da China, a Constituição, a Lei Básica e a segurança nacional, por exemplo. Já o material didático da disciplina de História fala sobre a história do Partido Comunista da China, “para permitir aos alunos compreenderem o processo de desenvolvimento da ligação entre Macau e a pátria, bem como a prosperidade e a estabilidade de Macau sob o princípio ‘Um País, Dois Sistemas’”. Segundo a DSEDJ, mais de 95% das escolas optaram por este material didático no último ano lectivo.
Teng Sio Hong diz também que a DSEDJ já deu início aos trabalhos de elaboração do material didático complementar sobre a Constituição e de revisão do material didático complementar sobre a Lei Básica de Macau, a serem lançados durante o ano lectivo que agora vai começar.
Na interpelação, Mak Soi Kun pedia também que se reforçasse as “qualificações do pessoal docente, com vista a que este possa evoluir com os tempos”. A DSEDJ respondeu que já o tem vindo a fazer, desenvolvendo acções de formação para o pessoal docente “relacionadas com o amor pela pátria e por Macau, a Constituição, a Lei Básica de Macau e a segurança nacional”.
Além disso, a Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça (DSAJ), em conjunto com a DSEDJ, lançou um curso de formação jurídica para docentes para “aprofundar os seus conhecimentos sobre a Constituição e Lei Básica”. No ano lectivo que agora vai começar, as escolas serão incentivadas a criar uma Semana de Divulgação Jurídica, em articulação com o Dia Nacional da Constituição, que terá lugar no dia 4 de Dezembro.
Sobre a situação actual da educação patriótica, a DSEDJ lembra que, de acordo com o “Inquérito Social dos Indicadores da Juventude de Macau”, publicados em 2019, “mais de 90% dos jovens inquiridos estão orgulhosos do sucesso que o país alcançou até hoje”.
Por fim, Mak Soi Kun indicou que “é ainda mais importante seguir com rigor o padrão político da RAEM governada por patriotas” e que “os deputados à Assembleia Legislativa devem ser os primeiros a dar o exemplo”. “Pelo exposto, para assegurar que a RAEM seja governada por patriotas, é necessário melhorar o respectivo sistema jurídico”. Na resposta, o subdirector da DSEDJ sublinha que “o Governo da RAEM irá continuar a rever e a estudar as leis e os regulamentos vigentes, com vista a implementar e cumprir, de forma plena, o princípio ‘Macau governado por patriotas’”.











