“The Thieves” é o mais recente filme da série ‘Macau no Cinema’, a estrear hoje às 18h30 na Fundação Rui Cunha. O filme coreano, de 2012, realizado por Dong Hoon Choi, é de particular relevância devido a ter sido filmado na Coreia do Sul, Hong Kong e Macau. A história em si, que é de acção e suspense, remete muito ao estilo do famoso filme de Hollywood “Ocean’s 11”, e conta a história de um enredo envolvendo um grupo de sócios que planeiam assaltar um casino em Macau para o roubo de um diamante chamado “A Lágrima do Sol”, avaliado em 20 milhões de dólares, que se mantém guardado num dos casinos do território. A sessão será precedida por uma pequena apresentação da professora da Universidade de Ciência e Tecnologia, Ally Park, que por sua vez é uma coreana a residir no território há cerca de uma década.
A professora associada de hospitalidade e turismo falou um pouco ao PONTO FINAL acerca da relevância do filme e a imagem de Macau no seu país natal. “Nós escolhemos este filme por ser um pouco mais antigo, pois foi filmado em 2012, e também porque os actores principais são muito conhecidos na Coreia”, começa por explicar. “É um filme muito interessante que é também relacionado com Macau”, prosseguiu.
O filme conta a história de Popeye (Jung-Jae Lee) e o seu grupo, que viajam até Macau depois de um assalto e de terem deixado passar algum tempo para as coisas acalmarem. Porém, a verdadeira razão para a viagem é outra: Popeye pretende reencontrar e vingar-se de Macao Park (Yun-seok Kim), um antigo sócio que desapareceu há vários anos após ter escapado com 68 quilos de ouro, resultado do último assalto em conjunto. Para isto, vai contar com a ajuda de Pepsi (Kim Hye-Soo), uma arrombadora de cofres e um antigo amor de Macao Park. No fim, todos acabam por tentar roubar “A Lágrima do Sol”, um diamante avaliado em 20 milhões de dólares que é mantido em segurança num dos casinos de Macau.
“Parte do filme foi rodado em Macau e achei engraçado porque reconheci alguns dos sítios de certas cenas no City of Dreams e até na península de Macau, onde se pode ver a velha arquitectura colonial de Macau”, conta. “Até alguns dos actores coreanos no filme tentaram falar em cantonês, embora a pronúncia não fosse muito boa”, assinala, entre sorrisos.
Quando questionada acerca da ideia que a Coreia do Sul tem de Macau, a professora destaca o turismo, mesmo que de forma passageira. “A ideia geral é que é um bom destino turístico. Porém, Macau é sempre ponderado apenas como um local de passagem, quando visitam Hong Kong, pois é uma opção fácil e conveniente para um fim-de-semana para quem quer fazer compras, experimentar fazer uma aposta num dos casinos e visitar algumas atracções culturais”, refere.
Questionada pelo PONTO FINAL sobre a gastronomia local, Park confirma também a popularidade da comida portuguesa e macaense entre os coreanos. “Eles adoram!”, garante. Não obstante, ainda prevalece a ideia que uma cidade de casinos contém muitos estereótipos negativos associados a uma imagem mais ‘underground’, de vícios ou de “má vida”. “Talvez seja por isso que Macau não tem uma comunidade coreana maior, pois ainda é considerado um local apenas de passagem, apenas de divertimento. Os que querem emigrar e assentar fora, e fazer negócios no estrangeiro, procuram mercados maiores como cidades no continente ou Hong Kong, uma vez que Macau é tão pequeno”, conclui.












