Si Ka Lon e Serviços de Saúde alinhados na indústria da medicina tradicional chinesa

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FOTOGRAFIA: EDUARDO MARTINS / ARQUIVO

Numa interpelação escrita ao Governo, o deputado considera que o caminho para a diversificação da economia do território passa pela diversificação das indústrias, com especial enfoque na medicina tradicional chinesa. O presidente da Aliança de Povo de Instituição de Macau pretende saber como está a ser aplicada a Lei da actividade farmacêutica no âmbito da medicina tradicional chinesa e da inscrição de medicamentos tradicionais chineses. Os Serviços de Saúde falam em aposta total na indústria.

 

O deputado e membro da Assembleia Popular Nacional Si Ka Lon interpelou o Executivo liderado por Ho Iat Seng sobre a diversificação económica de Macau com especial destaque para na indústria da medicina tradicional chinesa.

Na interpelação escrita, o parlamentar pretendeu saber, junto das autoridades, com a entrada em vigor no primeiro dia do próximo ano da Lei da actividade farmacêutica no âmbito da medicina tradicional chinesa e da inscrição de medicamentos tradicionais chineses, “quando é será introduzida a legislação complementar relevante”.

Os Serviços de Saúde, na resposta às questões do presidente da Aliança de Povo de Instituição de Macau, assumiram que o gabinete jurídico “está a trabalhar em regulamentos administrativos suplementares e orientações conexas”, lembrando o Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guangdong–Macau, situado em Hengqin, “é um veículo para o desenvolvimento da indústria através da investigação e desenvolvimento da medicina chinesa e da manufactura”.

Si Ka Lon destacou que, no âmbito da área da Grande Baía, Macau tem tudo para tornar-se “uma base registada e de produção de medicamentos chineses patenteados”, no entanto lamenta que o primeiro programa de formação em medicina clínica chinesa ainda não tenha sido lançado pelas autoridades, quando, de acordo com o deputado, deveria ter sido “no segundo semestre deste ano”, mas nada ainda não foi anunciado.

As autoridades sanitárias responderam que têm vindo a colaborar com o Hospital Provincial de Medicina Tradicional Chinesa de Guangdong para oferecer o curso de Formação de Medicina Chinesa. “Após o processo de candidatura e avaliação, 21 estudantes foram matriculados, tendo o curso iniciado em finais de Setembro no Hospital Provincial de Medicina Tradicional Chinesa de Guangdong Chinesa de Guangdong e terá a duração de seis meses”.

O deputado ainda aludiu ao desenvolvimento da Zona de Cooperação Profunda Guangdong-Macau em Hengqin, referindo que é uma oportunidade única para acelerar o desenvolvimento de um sistema de registo de medicamentos de propriedade chinesa.

Os Serviço de Saúde revelaram ainda que, para além de uma aposta forte no Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guangdong–Macau, criarão um departamento de Desenvolvimento de Serviços de Medicina Chinesa para se integrar proactivamente no desenvolvimento da medicina chinesa no país e, em particular, na área da Grande Baía. “Através das várias actividades de intercâmbio internacional e workshops de formação para médicos chineses locais organizados pela Organização Mundial de Saúde, iremos cultivar talentos da medicina chinesa a vários níveis e de alta qualidade, promover a aplicação da medicina chinesa nos cuidados de saúde e melhorar continuamente o padrão e a qualidade dos serviços”.

 

PONTO FINAL