No ano passado, o número de utilizadores de internet em Macau foi de cerca de 612,5 mil, ou seja, 94% do total da população do território. Em 2021, a percentagem estava nos 88,5%, registando-se então um aumento de 5,5 pontos percentuais em quatro anos. Os dados foram divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), revelando também que, em média, os residentes de Macau passam quatro horas por dia na internet.
A Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) divulgou na sexta-feira, na sua página online, os resultados do inquérito à utilização da tecnologia informática dos agregados familiares da RAEM relativos ao ano passado. Os resultados mostram que, em média, os residentes de Macau passam cerca de quatro horas por dia na internet.
Na faixa etária dos 15 aos 24 e também na dos 25 aos 34, a média diária de horas na internet sobe para cinco. Entre os 35 e os 44 anos, a média está nas quatro horas e entre os 45 e 54 cai para as 3,5 horas por dia de utilização de internet. Dos 55 aos 64 e também dos 65 aos 74, a média baixa para as três horas diárias e na faixa etária superior a 75 anos a média é de duas horas.
As estatísticas da DSEC mostram também que o número de indivíduos que acede à internet está a crescer. O número de internautas em Macau está nos 612,5 mil, o que representa 94% da população total da região. Em comparação com 2024, a percentagem manteve-se idêntica, mas há quatro anos, a taxa de penetração da internet em Macau estava nos 88,5%, registando-se então um aumento de 5,5 pontos percentuais.
A percentagem de utilizadores de telemóvel está agora nos 94,3% e a de utilizadores de computador pessoal nos 61,1%, registando-se também ligeiros acréscimos nos dois casos, face aos anos anteriores.
Os dados da DSEC mostram que a percentagem de agregados familiares que utilizam tecnologia informática está agora nos 97,6%. Em 2021, esta percentagem estava nos 94,6%.
Os resultados do inquérito sugerem que existe uma proporcionalidade directa entre a taxa de penetração de internet e as habilitações académicas dos utilizadores. A taxa de penetração de internet dos utilizadores que tinham habilitações académicas correspondentes ao ensino superior foi a mais elevada (99,4%), seguindo-se as taxas dos utilizadores que possuíam habilitações académicas correspondentes ao ensino secundário complementar (98,8%) e ao ensino secundário geral (96,4%). A taxa de penetração da internet em indivíduos com ensino primário ou inferior é de 81,6%.
Outra das conclusões do inquérito é a de que a grande maioria das pessoas utiliza a internet para comunicar ou aceder às redes sociais. Em segundo lugar, surge o entretenimento e em terceiro os serviços bancários online ou pagamentos móveis.
A percentagem de utilizadores de internet que efectuaram compras online também aumentou 26,8% para um total de cerca de 311 mil. As compras online de serviços de ‘take-away’ de comidas e bebidas (173.500 pessoas) e de roupas, sapatos, malas, acessórios, etc. (170.100 pessoas) foram feitas por mais utilizadores. No quarto trimestre de 2025, a mediana da despesa em compras online cifrou-se em 1.300 patacas.











