Autoridades baixam níveis de alerta de viagens para o Egipto e a Indonésia

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FOTOGRAFIA ELOI CARVALHO

A lista dos países abrangidos pelo Sistema de Alerta de Viagens da RAEM, criado em 2017 para difundir informações sobre potenciais ameaças nas deslocações ao estrangeiro, foi ontem actualizada. Na página da Direcção dos Serviços de Turismo (DST), constata-se que o Egipto desceu do nível de alerta 2 para o nível 1, o mais baixo na escala, enquanto os sinais de alerta relativos à Indonésia foram cancelados.

A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) actualizou ontem o nível de alerta de dois países abrangidos pelo Sistema de Alerta de Viagens da RAEM. Os destinos afectados pelas mudanças foram o Egipto, que passou do nível 2 para o nível 1, e a Indonésia, que deixou de ter sinais de alerta em vigor.

As autoridades de Macau emitem frequentemente sinais de alerta para os passageiros que pretendam viajar para a Indonésia, consoante a situação política e meteorológica do país. No final do passado mês de Dezembro, recorde-se, a ilha de Sumatra foi assolada por cheias que provocaram mais de oito centenas de mortos.

Por outro lado, o Egipto foi elevado ao nível 2 de alerta em Agosto de 2024, à semelhança da Turquia, enquanto Israel subiu para o nível 3. De acordo com a mais recente actualização, deste trio só o Egipto desceu para o nível 1. A Turquia permanece no nível 2, enquanto várias zonas de Israel – a norte de Nahariya e Safed, a norte e a leste do Lago da Galileia, a sul de Ashkelon e a oeste de Netivot – continuam no nível 3. O restante território israelita está sob o nível de alerta 2.

Com base na classificação publicada da página electrónica da DST, o nível de alerta 3 desaconselha deslocações a destinos que possam proporcionar “ameaças extremas” à segurança pessoal. “Os residentes de Macau que planeiem viajar ou que se encontrem no destino devem estar cientes da gravidade da situação e da assistência oficial que pode ser prestada”, escrevem as autoridades. Para além de Israel, este nível de alerta inclui vários países do Médio Oriente como o Irão, a Síria e o Líbano.

O nível 2 pede que se “reconsidere” viagens não-essenciais aos destinos contemplados, devido à intensificação de um cenário de perigo. Esta definição engloba países como a Turquia e o Paquistão.

Por fim, o nível 1 indica o “surgimento de uma ameaça” e insta os residentes a manterem-se atentos ao “desenvolvimento dos acontecimentos”. Este é o nível de alerta que abrange mais países: Bangladesh, Filipinas (mais especificamente, a ilha de Mindanao), Índia, Japão (a região de Fukushima), Myanmar, Nepal, Peru, Reino Unido, Rússia, Sri Lanka e Tunísia.

Apesar de apenas Fukushima figurar na lista, importa recordar que tanto o Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China como a DST desaconselharam os cidadãos chineses a viajar para o Japão. O aviso surgiu em Novembro, no seguimento das declarações da primeira-ministra nipónica, Sanae Takaichi, sobre uma eventual intervenção militar de Tóquio no caso de um conflito entre Pequim e a ilha de Taiwan.

Para além dos 110 países abrangidos pelo Sistema de Alerta de Viagens da RAEM, as autoridades aconselham os residentes a planear “cuidadosamente” os seus itinerários para outros 88 países e destinos. Incluem-se, aqui, destinos como o Afeganistão, a Colômbia ou a Venezuela.

Na página da DST, destaca-se que o sistema não tem carácter proibitivo – trata-se, sim, de um conjunto de orientações relevantes para que os residentes possam ajustar os seus planos de viagem de acordo com as informações disponibilizadas. O nível de risco da viagem é avaliado de acordo com as possíveis ameaças enfrentadas pelos residentes de Macau nos diferentes destinos, que podem ir desde catástrofes naturais ou ataques terroristas a incidentes de saúde pública.