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      Orquestra de Macau leva “Pedro e o Lobo” a 13 escolas em ciclo educativo

      A Orquestra de Macau concluiu a segunda fase do ciclo educativo “Música para o Futuro – Música no Campus” da Temporada 2025-2026, levando o conto sinfónico “Pedro e o Lobo” a cerca de 3.000 alunos do ensino primário. Paralelamente, a orquestra prepara-se para uma série de concertos sinfónicos e sacros de grande envergadura no primeiro trimestre de 2026, incluindo um concerto com o maestro e violinista Julian Rachlin e uma apresentação da “Paixão Segundo São João” de Bach com o Coro da Filarmónica de Hong Kong.

      O projecto educativo “Música para o Futuro – Música no Campus”, um empreendimento cultural iniciado em conjunto pelo Instituto Cultural e pela Sociedade Orquestra de Macau, acaba de completar a sua segunda ronda de concertos da presente temporada. Sob a direcção do Maestro Residente Tony Cheng-Te Yeh, a Orquestra de Macau percorreu 13 escolas entre Dezembro de 2025 e Janeiro de 2026, apresentando a obra “Pedro e o Lobo”, de Sergei Prokofiev, a uma audiência total de aproximadamente três mil estudantes do ensino primário.

      A digressão escolar incluiu instituições como a Escola Luso-Chinesa da Taipa, a Escola Secundária Luso-Chinesa de Luís Gonzaga Gomes, o Colégio Diocesano de São José (N.º 1 e N.º 2) e a Escola Primária Oficial Luso-Chinesa “Sir Robert Ho Tung”, entre outras. O objectivo central foi o de “plantar sementes musicais nas mentes dos mais jovens”, recorrendo a um formato lúdico e descontraído que combinou uma narração envolvente da história com a interpretação ao vivo da orquestra.

      “Pedro e o Lobo”, uma sinfonia infantil composta em 1936, serve como ferramenta pedagógica ideal por associar cada personagem e animal da história a um instrumento musical específico da orquestra. Esta característica permite uma introdução clara e memorável ao som e ao papel de instrumentos como o oboé, o fagote, as trompas ou os violinos, facilitando a compreensão e o envolvimento do público jovem.

      O ciclo “Música para o Futuro” constitui-se como um dos principais projectos educativos da Orquestra de Macau, sendo desenhado especificamente para diferentes faixas etárias. Através de um repertório cuidadosamente seleccionado e de formações orquestrais adaptadas, o programa promove a interacção directa com os alunos, procurando não só aprofundar o seu conhecimento musical, como também alargar horizontes culturais e refinar o seu temperamento artístico.

      A iniciativa “Música para o Futuro – Música no Campus” tem registado uma recepção “muito bem recebida por professores e alunos” ao longo dos anos, segundo a organização. As escolas interessadas em acolher futuras edições do ciclo podem obter mais informações e proceder à inscrição contactando a Orquestra de Macau por email.

      Para além do trabalho educativo, a agenda da Orquestra de Macau para o primeiro trimestre de 2026 inclui dois concertos públicos de destaque. No dia 14 de Março, às 20h00, no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau, a orquestra será dirigida pelo reconhecido maestro e violinista Julian Rachlin, que também assumirá o papel de solista. O programa inclui a Abertura “Coriolano” de Beethoven, a Sinfonia Concertante para violino e viola, K. 364, de Mozart com Sarah McElravy na viola, e a Sinfonia N.º 3 “Escocesa” de Mendelssohn.

      Mais tarde, no dia 28 de Março, também às 20h00, a Orquestra de Macau junta-se ao Coro da Filarmónica de Hong Kong para uma apresentação da “Paixão Segundo São João”, BWV 245, de Johann Sebastian Bach, na Igreja da Sé. Esta obra monumental, que retrata a crucificação de Cristo, é tradicionalmente interpretada no período da Páscoa e promete uma experiência de grande impacto espiritual e musical, com uma duração aproximada de duas horas e quinze minutos.

      A Temporada de Concertos 2025-2026 da Orquestra de Macau é co-organizada pelo Instituto Cultural e pela Sociedade Orquestra de Macau, contando com o patrocínio de várias entidades do sector do entretenimento e o apoio do BOC Macau.