Um estudo realizado por Chao Chi Man, arquitecto de Macau e também doutorando da Faculdade de Política e Administração Pública da Universidade Normal do Sul da China, elenca as oportunidades e desafios que os arquitectos da RAEM poderão enfrentar ao exercerem a profissão em Hengqin. O estudo aponta como uma das vantagens dos arquitectos de Macau o seu livre acesso à internet e à informação externa.
“Oportunidades e Desafios para os Arquitectos de Macau no Exercício da profissão na Ilha de Hengqin” é o título de um estudo realizado por Chao Chi Man, arquitecto de Macau e também doutorando da Faculdade de Política e Administração Pública da Universidade Normal do Sul da China, e publicado recentemente na Revista de Administração Pública de Macau.
No estudo, o académico elenca vantagens de que os arquitectos de Macau dispõem: existência de um palco de maior dimensão para explorar; gozo de políticas preferenciais; participação em processo de desenvolvimento mais avançado; enriquecimento das suas próprias experiências.
No que toca às políticas preferenciais, o autor assinala que, de acordo com a Lei Tributária sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas da República Popular da China, apenas as empresas de desenvolvimento de altas tecnologias com apoio prioritário do Estado beneficiam, em todo o território nacional, de uma taxa de imposto reduzida a 15% sobre o rendimento das pessoas colectivas, sendo que o sector que recebe, principalmente, esse apoio prioritário, é o sector industrial. Além disso, por exemplo, as políticas de benefícios fiscais do “duplo 15%” referentes ao imposto sobre o rendimento das empresas e das pessoas singulares na Zona de Cooperação Aprofundada já se encontram implementadas, desempenhando “o papel de captação de mais quadros qualificados, impulsionando o rápido desenvolvimento de quadros qualificados de elevada qualidade”.
Outras vantagens dos arquitectos de Macau passam pelas qualificações académicas em instituições de ensino superior de renome do estrangeiro, do interior da China e de Taiwan; pelo trilinguismo; e pelo acesso a informação, uma vez que, em Macau, “não existem restrições no acesso à rede, os titulares de passaportes da RAEM podem facilmente viajar para o estrangeiro, pelo que os arquitectos de Macau podem aceder livre e plenamente a todo o tipo de informação externa, estarem a par das informações mais actualizadas e completas, o que lhes confere vantagens em termos de criatividade, informação e visão global”.
Em conclusão, Chao Chi Man reitera que “a vantagem dos arquitectos de Macau reside na sua reconhecida ética profissional e qualidade, na sua biliteracia e trilinguismo e no seu conhecimento do mercado externo, permitindo que actuem como polo entre o interior da China e o exterior”. “Os arquitectos de Macau podem ter maiores oportunidades profissionais na Zona de Cooperação Aprofundada ou até na Grande Baía, oferecendo serviços de concepção arquitectónica mais diversificados. Espera-se, portanto, que os serviços competentes da Zona de Cooperação Aprofundada possam cooperar, de forma plena, no sentido de promover um intercâmbio estreito entre o sector da construção dos dois lados da região, confiar mais projectos a arquitectos de Macau e, até, envolver jovens arquitectos de Macau, a fim de abrir os horizontes do mundo da concepção arquitectónica para além das fronteiras de Macau”, sublinha o autor do estudo.
O estudo diz ainda que “os arquitectos e os quadros profissionais de Macau irão promover ainda mais o desenvolvimento económico e o intercâmbio profissional entre o Interior da China e Macau, reforçar o intercâmbio com os serviços governamentais e as entidades de estudo de políticas do interior da China, auxiliar os diversos sectores de Macau a agarrar oportunidades imperdíveis, reforçar a sua competitividade global, quer direccionada para o Interior da China, quer internacionalmente, enfrentar as dificuldades e integrar-se proactivamente no desenvolvimento nacional, no sentido de injectar maior dinamismo no desenvolvimento de Macau e de toda a Grande Baía”.











