O Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ), que assinala este ano o 150.º aniversário, tem 29 especialidades e 24 sub-especialidades, e o número de consultas externas de especialidade, serviços de urgência e de internamento atingiu os 805 mil atendimentos no ano passado.
De acordo com os Serviços de Saúde (SSM), o CHCSJ foi construído em 1874 em Macau e, após várias obras de remodelação e ampliações, tornou-se gradualmente numa parte importante dos cuidados de saúde diferenciados de Macau, tendo-se transformado num hospital público moderno com mais de 1.000 camas hospitalares, prestando diversos serviços médicos aos residentes de Macau.
O hospital, além de prestar serviços de consultas externas de especialidade, serviços de urgência e de internamento hospitalar, disponibiliza ainda serviços de hospital de dia, serviços de hemodiálise e serviços médicos de proximidade de especialidade.
As autoridades salientam que implementaram várias medidas para reduzir o tempo de espera nas consultas externas e no Serviço de Urgência. Para encurtar o tempo de espera para a 1.ª consulta de especialidade, foi aumentado o número de vagas e foi criado o sistema electrónico de vigilância, pelo que, no primeiro trimestre deste ano, a média foi de 3,4 semanas, sendo uma descida de quase 40% em relação a 2019, antes da pandemia.
Em relação ao Serviço de Urgência, os SSM procederam à monitorização em tempo real do número de utentes, do tempo de espera e do número de pessoas em observação, criando também um regime de triagem para mobilizar os recursos humanos de acordo com a necessidade. O tempo de espera no Serviço de Urgência para adultos mantém-se, em média, em cerca de uma hora durante todo o dia, e a percentagem de tempo de espera superior a duas horas diminui de 20% para 10%.
O CHCSJ criou ainda, segundo os SSM, vias verdes e um sistema de indicadores para os serviços de cuidados de saúde de emergência, nomeadamente, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo grave e reanimação cardiopulmonar, bem como um sistema eficaz de monitorização e avaliação da qualidade, de modo a elevar a taxa de sobrevivência e de recuperação do paciente.
Em 2016 foi criado um grupo de trabalho para o AVC no CHCSJ. Neste sentido, a taxa de pacientes com AVC isquémico agudo que receberam tratamento de recanalização vascular aumentou de 2%, em 2016, para 20%, e a taxa de sucesso do tratamento subiu de 20%, em 2016, para mais de 60%. O número de casos que recebem tratamento através da via verde de AVC agudo passou de menos de 30, em 2016, para mais de 200 por ano.











