China pede que se garanta segurança de civis e hospitais em Gaza

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GAZA CITY, GAZA - OCTOBER 14: Palestinian citizens inspect damage to their homes caused by Israeli airstrikes on October 14, 2023 in Gaza City, Gaza. Many Gazan citizens have fled to the south following warnings from the Israeli government to do so. Israel has sealed off Gaza and launched sustained retaliatory air strikes, which have killed at least 1,400 people with more than 300,000 displaced, after a large-scale attack by Hamas. On October 7, the Palestinian militant group Hamas launched a surprise attack on Israel from Gaza by land, sea, and air, killing over 1,300 people and wounding around 2,800. Israeli soldiers and civilians have also been taken hostage by Hamas and moved into Gaza. The attack prompted a declaration of war by Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu and the announcement of an emergency wartime government. (Photo by Ahmad Hasaballah/Getty Images)

 

A China apelou ontem a que se “garanta a segurança dos civis e dos hospitais” em Gaza e afirmou que vai instar o Conselho de Segurança da ONU a “tomar medidas responsáveis e significativas” para “aliviar a crise”.

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Wenbin, condenou em conferência de imprensa “os actos que prejudicam os civis, destroem infraestruturas civis e violam o direito humanitário internacional” e as “violações das regras básicas das relações internacionais”, numa referência aos bombardeamentos israelitas em Gaza na guerra contra o movimento islamita Hamas.

Wang apelou à “máxima calma e contenção”, a um “cessar-fogo imediato e à cessação das hostilidades” e a que se “garanta a segurança dos civis, hospitais e de outras instalações civis” cuja protecção está prevista na Convenção de Genebra, visando “evitar mais catástrofes humanitárias”.

O porta-voz recordou que a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou recentemente uma resolução por larga maioria que apela a uma trégua humanitária imediata e reiterou o apoio de Pequim a uma solução de dois Estados para Israel e a Palestina.

A China vai “fazer tudo o que estiver ao seu alcance para promover a paz na Palestina”, a partir da sua presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, que assumiu em 01 de novembro, e vai instar o órgão a “tomar medidas responsáveis e significativas” para “aliviar a crise e proteger os civis”, disse Wang.

Na semana passada, durante uma conferência de imprensa para apresentar o programa de trabalho da presidência rotativa da China, o chefe da missão do país na ONU, o embaixador Zhang Jun, alertou contra qualquer ideia de conceber um futuro para Gaza após o fim da guerra que “não tenha em conta” o consentimento dos próprios palestinianos.

Questionado se a China pode influenciar as ações do Hamas ou do Irão, Zhang foi evasivo, preferindo declarar que o seu país “não é tão influente” como alguns jornalistas pensam que é.

No dia 7 de Outubro, o braço armado do grupo militante palestiniano Hamas lançou um ataque em solo israelita que matou mais de 1.400 pessoas. O grupo raptou ainda mais de 200 pessoas, incluindo estrangeiros, que foram levados para o território que controla em Gaza. A retaliação militar de Israel contra a faixa de Gaza causou, desde então, milhares de mortos.