O objectivo de “Alice”, da companhia MOMIX, é de fazer o público “cair na toca do coelho”, e ser levado numa viagem que é simultaneamente mágica, misteriosa, divertida e excêntrica. “Tal como Alice cai na toca do coelho e experimenta todo o tipo de transformações, o mesmo acontecerá consigo”, garante o director artístico Moses Pendleton, que regressa este Natal a Macau com a sua companhia, depois de há 20 anos cá ter trazido “Opus Cactus”.
“Não pretendo recontar toda a história de Alice, mas usá-la como ponto de partida para a invenção. Alice é um convite à invenção, a deixar a imaginação correr e brincar à solta”, esclareceu Moses Pendleton, criador e director artístico da MOMIX, companhia norte americana que está no Centro Cultural de Macau no fim de Dezembro para sete actuações de “Alice”. A entidade organizadora, o Instituto Cultural (IC), descreve o espectáculo como uma “extravagante coreografia acrobática” que se baseia nas “conhecidas aventuras de ‘Alice no País das Maravilhas’ de Lewis Carroll como inspiração criativa”, recriando o conto sem uma sequência directa da história em si, mas mais através de uma “espécie de lógica louca e excêntrica, deixando a imaginação correr solta, alimentada por feitiços de adrenalina”, referiu a página do evento.
Em palco estarão oito dançarinos que irão voar, saltar, dançar e mudar de formas e tamanhos graças a inúmeras mudas de figurinos, adereços de palco, e sofisticados efeitos holográficos. “Quero levar este espetáculo a lugares onde nunca estivemos antes em termos de fusão de dança, iluminação, música, figurinos e imagens projectadas”, referiu o coreógrafo. A companhia MOMIX, baseada em Washington, há 43 anos que apresenta espectáculos pelo mundo inteiro como este ‘Alice”, de 2018. Actualmente tem cinco espectáculos em digressão como “Botanica”, uma homenagem à natureza com as suas plantas e flores, “Alchemia”, uma fusão dos quatro elementos, “Viva Momix”, um ‘best-of’ criado para celebrar os 40 anos da companhia, e “Opus Cactus”, uma produção inspirada no deserto, que há 20 anos esteve em Macau trazendo ao território os seus bizarros lagartos e cactos.
O IC recordou o espectáculo para referir que este ‘Alice” será “menos espinhoso, mas igualmente emocionante”, e que a haverá em palco “bolas gigantes, adereços suspensos, e imagens deslumbrantes”. A selecção musical, que conta com a canção psicadélica dos anos 60 “White Rabbit” dos Jefferson Airplane, foi concebida por Pendleton. A banda sonora interage com o design de iluminação e também com as projecções vídeo, numa tentativa de complementar a actuação do grupo de bailarinos que, graças às coreografias acrobáticas, preenchem a função de autênticos ilusionistas, formando criaturas como a lagarta, ou aumentando ou reduzindo de tamanho, numa exploração das habituais temáticas vertiginosas do universo da Alice no País das Maravilhas. O IC garante que o espectáculo é “uma explosão sensorial que nos fará esquecer, mesmo que brevemente, todas as preocupações do mundo”.
“Alice” sobe ao palco do grande auditório do Centro Cultural de Macau entre os dias 21 e 25 de Dezembro, com sete actuações às 15h e 20h. Os bilhetes para o espectáculo com idades recomendadas para a partir dos seis anos estão à venda desde ontem, e custam entre 200 e 500 patacas, com diversos descontos disponíveis.











